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Atlas Lithium obtém licença ambiental para ampliar projeto de lítio em Minas

Da redação
29 de junho de 2026
Autorização permite avanço do Projeto Neves, no Vale do Jequitinhonha, com produção anual estimada em 146 mil toneladas de concentrado e retorno do investimento projetado em 11 meses

A Atlas Lithium recebeu licença ambiental para expandir o Projeto Neves, localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O ativo é considerado estratégico para a companhia e deve alcançar produção anual de cerca de 146 mil toneladas de concentrado de lítio, com retorno do investimento estimado em apenas 11 meses. O estudo de viabilidade elaborado pela SGS Canada aponta ainda uma Taxa Interna de Retorno pós-impostos de 145% e custo operacional de 489 dólares por tonelada, bem abaixo dos preços de mercado recentes, em torno de 2,2 mil dólares.

Com a autorização, a empresa acelera a implementação do projeto e reforça sua posição entre os empreendimentos de lítio mais competitivos em desenvolvimento. O CEO Marc Fogassa destacou que a licença representa um marco para transformar o potencial mineral em operação comercial, com geração de empregos e desenvolvimento regional. A companhia afirma pagar salários médios superiores ao dobro dos valores locais e oferecer benefícios adicionais, como plano de saúde familiar.

Na frente operacional, a Atlas Lithium já mobilizou parceiros brasileiros como Promon Engenharia, TSX Engineering, Cerne Construções e Alfa Engenharia. A planta modular de processamento por separação em meio denso já foi entregue e está pronta para montagem, com sistemas de recirculação de água e rejeitos empilhados a seco, o que reduz consumo hídrico e eleva padrões ambientais.

A empresa também destaca sua posição territorial, com cerca de 557 quilômetros quadrados em direitos minerais de lítio, a maior área de exploração entre companhias listadas no Brasil. Essa estratégia foi reforçada pelo investimento de 30 milhões de dólares da Mitsui & Co., que passou a integrar a base de acionistas. Além do lítio, a Atlas mantém participação em ativos de terras raras, grafite e titânio por meio da Atlas Critical Minerals Corporation.

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