Taxa recuou em relação ao trimestre anterior, enquanto renda média do trabalhador subiu 4% em um ano
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice recuou em relação aos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril e representa o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
Na comparação anual, a taxa ficou 0,6 ponto percentual abaixo do registrado no trimestre móvel encerrado em maio de 2025. Já em relação ao trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, o indicador permaneceu estável.
A informalidade também se manteve praticamente inalterada. O percentual de trabalhadores informais ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de pessoas, frente aos 37,2% observados no trimestre anterior.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado chegou a 39,3 milhões, sem variações estatisticamente significativas tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Os dados mostram ainda avanço na renda do trabalhador. O rendimento médio real habitual alcançou R$ 3.726, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas registrando crescimento de 4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já a massa de rendimento real habitual, que corresponde ao total de recursos recebidos pelos trabalhadores, somou R$ 377,7 bilhões. O valor permaneceu estável frente ao trimestre anterior e cresceu 4,8% em relação ao mesmo período de 2025, um acréscimo de R$ 17,3 bilhões.
