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A queda de Keir Starmer no Reino Unido

Da redação
22 de junho de 2026

Menos de dois anos após uma vitória eleitoral histórica, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou que deixará o cargo, em meio a forte pressão interna no Partido Trabalhista. Segundo o The Guardian, a decisão foi motivada pelo retorno de Andy Burnham ao Parlamento, após vencer a eleição suplementar em Makerfield, e pelo temor de que o avanço do Reform UK de Nigel Farage comprometa as chances trabalhistas nas próximas eleições gerais.

Starmer, que havia prometido resistir a qualquer disputa de liderança, mudou de posição após conversas com ministros e familiares. Mais da metade de seu gabinete já havia sinalizado que sua permanência era insustentável. O premiê afirmou que ficará no cargo até setembro, mas, caso Burnham seja confirmado sem oposição, a transição pode ocorrer ainda em julho.

A renúncia expõe fragilidades acumuladas ao longo de sua gestão. Decisões impopulares em políticas sociais, a polêmica nomeação de Peter Mandelson para Washington e uma comunicação considerada fraca por seus pares minaram sua autoridade. Empresários e líderes de negócios observam com atenção, já que o sucessor herdará uma economia britânica pressionada e um cenário internacional instável, além da necessidade de conter o crescimento de partidos populistas.

Burnham desponta como favorito, com apoio de mais de 200 parlamentares, mas enfrenta questionamentos sobre sua preparação para o cargo. Wes Streeting, ex-secretário de saúde, também anunciou candidatura, embora com menor força política. Independentemente do desfecho, a saída de Starmer reforça a percepção de volatilidade na política britânica, que terá seu sétimo primeiro-ministro em apenas uma década.

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