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As principais escolhas da XP para investir no setor de saúde

Lucas Andrade
19 de junho de 2026
Corretora avalia que o setor de saúde deve permanecer resiliente em 2026, mas que alguns players estão melhor posicionados para atravessar a fase de maior competição

A XP iniciou a cobertura do setor de saúde brasileiro com uma visão positiva e destacou suas principais recomendações. Segundo o relatório, o setor negocia atualmente com um desconto atrativo em relação ao histórico, mesmo diante de resultados sólidos, o que abre espaço para oportunidades relevantes.

Entre as favoritas estão a Rede D’Or (RDOR3) e a BradSaúde (SAUD3). A XP ressalta que a Rede D’Or, líder em hospitais e seguros, deve sustentar ganhos contínuos de participação de mercado, apoiada pela maturação de ativos e pela resiliência da SulAmérica. Já a BradSaúde, após o spin-off, se posiciona como um operador mais diversificado, com escala e disciplina de subscrição, o que pode levar a uma reavaliação dos múltiplos.

No segmento farmacêutico, a Hypera (HYPE3) e a Blau (BLAU3) aparecem como apostas de retomada. A Hypera deve reacelerar o crescimento com um pipeline firme, incluindo a semaglutida, enquanto a Blau se beneficia da expansão de capacidade e maior foco em biológicos de margem elevada. Ambas negociam com desconto em relação aos níveis históricos, reforçando o potencial de valorização.

O relatório também aponta histórias de recuperação. A Dasa (DASA3) mostra melhora na geração de caixa e desalavancagem, enquanto a Mater Dei (MATD3) fortaleceu sua plataforma após ajustes no ciclo de expansão, com margens em evolução. Para a XP, essas empresas oferecem oportunidades de valorização em um cenário de execução mais consistente.

Já a Fleury (FLRY3) e a Qualicorp (QUAL3) recebem recomendações mais cautelosas. A Fleury mantém margens resilientes, mas enfrenta riscos de diluição com a diversificação do portfólio e negocia a múltiplos mais exigentes. A Qualicorp, por sua vez, segue em um processo de recuperação desafiador, pressionada pela concorrência no segmento PME e pela necessidade de equilibrar crescimento e preservação de caixa.

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