Estratégia baseada em inteligência hiperlocal vai orientar investimentos, portfólio e atuação comercial da companhia, com expectativa de impulsionar um terço da expansão até 2030
A Mondelēz Brasil está reposicionando sua estratégia de crescimento no país ao colocar a regionalização no centro das decisões de negócios. A companhia, dona de marcas como Lacta, Oreo, BIS, Trident e Club Social, afirma que passará a direcionar investimentos, estratégias comerciais e ações de marketing a partir de uma leitura mais detalhada dos diferentes mercados brasileiros. A expectativa é que esse modelo seja responsável por cerca de um terço do crescimento da operação até 2030.
A mudança representa uma evolução na forma como a empresa atua no país. Em vez de adotar uma estratégia única para todo o território nacional, a Mondelēz passou a analisar cada região considerando hábitos de consumo, potencial de desenvolvimento das categorias, dinâmica do varejo e características culturais. Com isso, decisões sobre portfólio, comunicação, promoções e execução nos pontos de venda passam a ser adaptadas às particularidades de cada mercado.
Segundo a vice-presidente de Vendas da Mondelēz Brasil, Juliana Bonamin, a estratégia amplia a capacidade da companhia de responder às diferenças entre os consumidores brasileiros. “Ampliamos nosso olhar estratégico e passamos a tomar decisões hiperlocais, baseadas nas características e hábitos de consumo de cada região. Isso muda nossa forma de execução e reforça, ainda mais, nosso olhar atento ao consumidor”, afirma.
A regionalização também influencia a relação da empresa com grandes redes varejistas. Por meio de planos conjuntos de desenvolvimento de negócios (Joint Value Creation), a companhia desenvolve estratégias personalizadas para cada parceiro comercial, ajustando sortimento, ativações e prioridades conforme a realidade de cada mercado.
Para a Mondelēz, a combinação entre análise de dados, conhecimento das equipes locais e maior proximidade com o varejo será determinante para sustentar o crescimento da operação brasileira nos próximos anos.
