Atual CEO encerra ciclo marcado pela transformação da ex-estatal em uma gigante privada
A Axia Energia anunciou que Élio Wolff será o próximo CEO da companhia, sucedendo Ivan Monteiro, que deixa o cargo em abril de 2027. Segundo o Brazil Journal, Wolff, ex-chefe de M&A da Engie em Paris, já vinha liderando fusões, aquisições e desinvestimentos da Axia e ocupava a vice-presidência de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios desde a época em que a empresa ainda se chamava Eletrobras. Ele foi contratado em 2022, logo após a privatização da companhia.
Monteiro, que assumiu a presidência em 2023 após passagem como chairman, sai por conta da regra estatutária que limita a idade de executivos a 65 anos. Aos 66, ele encerra um ciclo marcado pela transformação da ex-estatal em uma gigante privada avaliada em R$ 180 bilhões na Bolsa, com ações que subiram 124% nos últimos 12 meses. Durante sua gestão, Monteiro conduziu acordos relevantes, como a saída da Eletronuclear e a conciliação que garantiu cadeiras ao governo no conselho, além de reforçar a estratégia de aproximação com o mercado livre de energia.
Para garantir a transição, o conselho aprovou a criação de uma vice-presidência transitória, já ocupada por Wolff, que passa a comandar áreas estratégicas como Engenharia, Comercialização e Operações. As vice-presidências de Governança, Finanças e Jurídico seguem ligadas a Monteiro até sua saída definitiva.
Axia Energia tem lucro de R$ 3,7 bi no 1º tri
Simultaneamente, a Axia registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre, revertendo a perda de R$ 80 milhões do mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela alta de preços no mercado livre, que elevou a margem de geração em 136,4%, para R$ 5,98 bilhões. As vendas de energia no ambiente de contratação livre somaram R$ 4,6 bilhões, cinco vezes mais que no ano anterior.
O Ebitda regulatório ajustado avançou 60%, chegando a R$ 8,6 bilhões, enquanto a receita operacional líquida regulatória cresceu 19,7%, para R$ 11,6 bilhões. Os investimentos também aumentaram, alcançando R$ 1,4 bilhão, com foco na modernização da infraestrutura de transmissão.
