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3 vídeos curtos explicam o consumidor guiado por IA e a reinvenção das lojas

Da redação
12 de janeiro de 2026
Executiva analisa os principais eixos do NRF 2026, em NY, e aponta os impactos diretos nos modelos de negócio

Após acompanhar o primeiro dia da NRF Retail’s Big Show 2026, iniciado no domingo (11), em Nova York, Lyana Bittencourt, CEO do Grupo Bittencourt, conversou com MONEY REPORT sobre suas leituras iniciais sobre os rumos do varejo global com ecos no Brasil.

Em sua 15ª participação no evento, ela também destacou que um dos eixos centrais da NRF deste ano é a mudança no comportamento do consumidor — um público que já nasce integrado à inteligência artificial e passa a delegar decisões de compra a sistemas automatizados. “Não são apenas consumidores comprando das empresas. Máquinas também passam a comprar das empresas”, afirma.

Segundo a executiva, esse movimento exige uma revisão profunda das estratégias corporativas. Com algoritmos assumindo o papel de comparar preços, avaliar opções e definir escolhas, a relação entre marcas e clientes deixa de ser exclusivamente emocional ou individual. “Quando o consumidor muda, as empresas precisam mudar junto”, diz.

A inteligência artificial também se consolida como tema transversal da NRF 2026, em linha com o conceito The Next Now. Para além das aplicações conversacionais, a tecnologia passa a impactar áreas críticas do varejo, como atendimento, previsibilidade de demanda e relacionamento com o cliente, mas também operações menos visíveis, como cadeia de suprimentos, abastecimento e logística.

Para Lyana, o recado que emerge logo após a abertura do evento é direto: empresas que não remodelarem seus conceitos de negócio correm o risco de perder competitividade de forma acelerada. “A inteligência artificial deixa de ser acessória e passa a ser estrutural”, afirma.

Outro ponto destacado pela CEO do Grupo Bittencourt é a transformação das lojas físicas. Menos vitrines de produtos e mais plataformas integradas de serviços, dados e relacionamento com comunidades. Nesse novo cenário, o consumo passa a ser influenciado não apenas pela opinião do cliente, mas também pela recomendação da inteligência artificial.

“As lojas terão que se repensar — na estrutura, no modelo de negócio e, principalmente, na forma de se relacionar com esse novo consumidor”, diz Lyana. A avaliação, feita na manhã do segundo dia da NRF 2026, reforça que o futuro do varejo já está em curso e começa a se materializar nas estratégias apresentadas no evento.


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