Políticos, servidores, empresários e lobistas também estão entre os alvos de mandados cumpridos nesta quinta-feira (13)
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira (13) durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação mira um esquema de fraudes bilionárias envolvendo descontos associativos ilegais aplicados em aposentadorias e pensões, sem consentimento dos beneficiários, em todo o país.
Na nova fase da Operação Sem Desconto, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 63 de busca e apreensão em 15 estados e no Distrito Federal, abrangendo desde servidores públicos até empresários e lobistas. Segundo a PF, o grupo inseria dados falsos nos sistemas oficiais do INSS para a cobrança de valores como contribuições de associações e sindicatos, configurando estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação patrimonial.
Além de Stefanutto, outros servidores de alto escalão foram afastados dos cargos, incluindo coordenadores de atendimento e de pagamentos do INSS, além do procurador-geral junto ao órgão. O empresário conhecido como “careca do INSS”, apontado como intermediário financeiro entre as entidades envolvidas, também é alvo do inquérito.
De acordo com relatórios da PF e CGU, o esquema teria causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões ao longo de cinco anos, com mais de 3,7 milhões de segurados lesados. Desde o acordo homologado em julho, já foram ressarcidos cerca de R$ 2,5 bilhões aos aposentados e pensionistas.
O processo segue em atualização, e os responsáveis poderão responder por formação de organização criminosa, corrupção, fraude e lavagem de dinheiro. Paralelamente, foi prorrogado até fevereiro de 2026 o prazo para que os beneficiários contestem descontos indevidos e solicitem ressarcimento junto ao INSS.
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