Justiça descobriu que ataques partiram de empresa de ônibus. Caso é um dos primeiros de falsidade concorrencial
Uma das maiores empresas de ônibus do Brasil, a Expresso Guanabara, foi de onde partiram partiram disparos de notícia falsa em redes sociais contra o serviço de transporte rodoviário por aplicativo Buser. A origem da fake news foi identificada mediante investigação autorizada pela Justiça. Os disparos contra a startup foram feitos ainda em 2019 e foram desmascarados depois que o Facebook entregou às autoridades os IPs dos computadores e os e-mails dos autores da montagem.
O rastreamento comprovou que os acessos aos perfis foram feitos da sede da Expresso Guanabara, em Fortaleza (CE) e por meio celulares ou por acessos diretamente das residências de pessoas ligadas à empresa. A Buser informou que vai processar civil e criminalmente todos os responsáveis pela divulgação da fake news.

A montagem com a foto de um ônibus da Buser pegando fogo em uma rodovia na Bahia – território em que a Expresso Guanabara atua – foi publicada nas redes sociais com o intuito de caracterizar a empresa como uma empresa de transporte pirata. Outro documento judicial aponta que um dos proprietários do telefone celular de onde partiram acessos está cadastrado em nome de de um gerente da Expresso Guanabara. A 8ª Vara Cível de São Paulo requisitou a identificação dos responsáveis pelo crime.
A Guanabara disse que a acusação da Buser é “invenção” e não há nenhum e-mail ou celular corporativo da empresa envolvido com a divulgação da fake news. A empresa frisou que, até agora, nenhuma acusação formal foi feita contra ela ou algum dos seus funcionários, mas informou que a companhia vai apurar a conduta de um possível denunciado. “Chama a atenção, entretanto, que a ação seja proposta pela Buser logo após a empresa ter sido proibida de operar justamente no Ceará (estado em que a Guanabara é sediada) por transporte ilegal e irregular”, alegou em comunicado.
A briga é um novo capítulo no histórico recente de resistência das companhias tradicionais de transporte rodoviário de ´passageiros contra a chegada dos serviços de aplicativo e novas empresas.
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