O coordenador da defesa do ex-presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), Cristiano Zanin Martins, decidiu não utilizar as mensagens de procuradores da força-tarefa da Lava-Jato na ação junto aos Supremo Tribunal Federal (STF) que acusa de parcialidade o ex-juiz federal Sergio Moro. A intenção da defesa de Lula é anular as sentenças contra o ex-presidente.
O conteúdo foi obtido pela Justiça com hackers detidos na Operação Spoofing, da Polícia Federal, em dezembro de 2019, depois que as trocas de mensagens entre o juiz e os integrantes da força-tarefa foram interceptadas e decodificadas de um aplicativo de mensagens. O material foi liberado à defesa nesta terça-feira (9), em decisão da 2ª Turma do STF.
“Nossa avaliação, neste momento, é que já existe prova mais do que suficiente nos autos para o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e que o julgamento, iniciado em 2018, deveria ser retomado o mais breve possível, sem a necessidade de novas discussões”, afirmou Zanin Martins ao site UOL.
O defensor explicou que essas provas já são empregadas como prova em outros processos e que sua inclusão na ação que corre no STF só provocaria atrasos. Mas fez uma ressalva: “Certamente elas [as gravações] irão reforçar a nulidade dos processos e a inocência do ex-presidente Lula em relação às acusações feitas pela extinta Lava Jato.”
