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Ecstasy; Ozempic malhado; corações regenerados; dores de amor

Boletim de MR sobre medicina, inovação, saúde mental, negócios e políticas públicas

Anfetamina proibida contra estresse pós-traumático

Estudos sugerem que a anfetamina proibida MDMA, encontrada na droga lisérgica ecstasy, pode ajudar em terapias assistidas contra manifestações de Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT). O possibilidade é polêmica e enfrenta resistência de autoridades médicas dos Estados Unidos. Porém, cerca de 13 milhões sofrem de TEPT no país e os tratamentos existentes obtêm resultados positivos para apenas uma parcela. A necessidade de novas alternativas terapêuticas levantou críticas de psiquiatras às recomendações contrárias do Comitê Consultivo sobre Substâncias Psicofarmacológicas da FDA (a Anvisa dos EUA) ao primeiro tratamento experimental surgido em 25 anos.

Um experimento da Universidade Johns Hopkins com psicodélicos para aliviar distúrbios de humor apresenta resultados preliminares otimistas. Cerca de dois terços dos pacientes que receberam três sessões de MDMA e psicoterapia tradicional deixaram de receber diagnóstico de TEPT ao final dos testes clínicos de Fase 3. O resultado foi “quase o dobro das medicações existentes”, comentou a neurocientista Gül Dölen, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

OMS volta a alertar para aumento de falsificações do Ozempic

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a alertar para o aumento de falsificações de medicamentos indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e utilizados também para a perda de peso, como a semaglutida. A substância é o princípio ativo do Ozempic, caneta de aplicação subcutânea para controle do apetite. O alerta engloba três lotes falsificados identificados no Brasil, no Reino Unido e na Irlanda do Norte em outubro de 2023 e nos Estados Unidos em dezembro de 2023. “Sem as matérias-primas necessárias, medicamentos falsificados podem levar a complicações de saúde resultantes em níveis de glicose no sangue e peso descontrolados”, informou a entidade. Notificações sobre medicamentos falsificados podem ser enviadas à OMS: [email protected]

“Secador espacial” para regenerar coração

Pacientes com musculatura cardíaca comprometida após cirurgias de pontes de safena e mamária podem melhorar suas recuperações caso um novo tratamento seja aprovado no futuro. Um estudo da Universidade Médica de Innsbruck, na Áustria, indica que suaves ondas de choque podem contribuir na regeneração de tecidos do coração, permitindo melhora no bombeamento de sangue e, com isso, melhora da resistência para caminhadas e esforços leves. Foram analisados 63 pacientes em ambiente hospitalar. Apelidado de “secador de cabelo espacial” pelos pesquisadores, o dispositivo deve ser empregado em ensaios clínicos mais amplos para ter sua eficácia confirmada. De acordo com a OMS, a cada ano ocorrem cerca de 18 milhões de mortes decorrentes de complicações cardiovasculares.

Coqueluche volta a preocupar o mundo

Pelo menos 17 países da União Europeia (UE) registram aumento de casos de coqueluche – entre janeiro e dezembro do ano passado, foram 25.130 ocorrências no continente. Já entre janeiro e março deste ano, 32.037 em diversos grupos etários. Amaior incidência se deu entre menores de 1 ano, seguidos pelos grupos de 5 a 9 anos e de 1 a 4 anos. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China informou que, em 2024, foram notificados no país 32.380 casos e 13 óbitos por coqueluche até fevereiro.

No Brasil, o último pico epidêmico de coqueluche ocorreu em 2014, com 8.614 casos confirmados. De 2015 a 2019, o número de casos variou entre 3.110 e 1.562. A partir de 2020 houve uma redução importante, associada à pandemia de covid e ao isolamento social.

Causada pela bactéria Bordetella pertussis, a coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma infecção respiratória presente em todo o mundo. A principal característica são crises de tosse seca, mas a doença pode atingir também traqueia e brônquios. Os casos tendem a se alastrar em épocas de clima ameno ou frio, como primavera e inverno.

Nas crianças, a imunidade à doença é adquirida apenas quando administradas as três doses da vacina, sendo necessária a realização dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Bebês menores de 6 meses podem apresentar complicações e o quadro pode levar à morte.

(Agência Brasil)

Estimulação cerebral pode aliviar dores de amor

Um estudo das universidades de Bielefeld, na Alemanha, e de Zanjan, no Irã, mostrou que leves estímulos elétricos em pontos do cérebro aliviaram traumas amorosos de 36 voluntários. Pode parecer apenas curioso, mas a dor emocional de um rompimento ou luto pode ser tão grave que tem até nome clínico – Síndrome do Trauma Amoroso (LTS, na sigla em inglês). O emprego de um fone de ouvido de £ 400 por apenas alguns minutos por dia se mostrou capaz de aliviar sentimentos de negatividade e depressão. O estudo foi publicado no Journal of Psychiatric Research e concluiu que para os sintomas de LTS, a estimulação do córtex pré-frontal dorsolateral (DLPFC) é mais eficiente que a do córtex pré-frontal ventrolateral (VLPFC). Estudos anteriores já haviam indicado a ligação neuropsicológica entre LTS e áreas pré-frontais. Um mapeamento mais detalhado poderá indicar futuros tratamentos.

Covid-19: como fica a ordem de vacinação

Doses anuais ou reforço

Além de completar o esquema primário contra a covid-19, é preciso atentar para as doses anuais, que passaram a funcionar da seguinte forma:

  • Grupos prioritários a partir de 5 anos devem receber uma dose anual da vacina monovalente (SpikeVax), desde que aplicada com intervalo mínimo de três meses desde a administração da última dose contra a covid-19;
  • Imunocomprometidos a partir de 5 anos, gestantes, puérperas e idosos a partir de 60 anos devem receber duas doses anuais da vacina monovalente (SpikeVax), com intervalo mínimo de seis meses entre elas;
  • Pessoas com 5 anos ou mais que não pertencem a grupos prioritários e já possuem o esquema primário completo (duas doses) não têm indicação para receber a dose anual ou reforço.

Esquema incompleto

Quem está com o esquema primário contra a covid-19 incompleto e faz parte de grupos prioritários deve receber uma dose da vacina monovalente (SpikeVax) conforme as orientações abaixo:

– Pessoas com apenas uma dose devem receber mais uma dose (intervalo mínimo de quatro semanas);

– Pessoas com duas doses devem receber mais uma dose (intervalo mínimo de seis meses).

– Crianças de 6 meses a 4 anos que iniciaram o esquema de três doses e completaram 5 anos antes de terminar o esquema devem seguir as orientações abaixo:

  • Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos deve receber mais uma dose e encerrar o esquema;
  • Quem recebeu duas doses antes dos 5 anos deve encerrar o esquema;
  • Quem recebeu três doses antes dos 5 anos deve considerar o esquema completo e não precisa receber novas doses.

Viajantes

Em caso de viagem internacional, devem ser verificadas as exigências do país de destino. Caso o país exija esquema vacinal contra a covid-19, e o viajante não tiver nenhuma dose, ele poderá receber o esquema de até duas doses.

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