O partido Novo oficializou nesta segunda-feira a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. O lançamento ocorreu sem alianças com outras legendas e sem a definição de um vice na chapa. Segundo informações do jornal O Globo, Zema buscava acordo com o Podemos, mas não houve avanço, e agora tenta negociar com o Democracia Cristã para que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa seja o vice.
A convenção contou com a presença das principais lideranças do Novo, como o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, o senador Eduardo Girão (CE), o deputado Marcel Van Hattem (RS) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (PR), pré-candidato ao Senado. Ribeiro destacou a vitória de Zema em Minas Gerais em 2018 contra o PT e afirmou que o ex-governador é o nome mais preparado da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após meses de articulações com setores como agronegócio, empresariado e lideranças evangélicas, a campanha aposta que a exposição em debates e no horário eleitoral gratuito ajudará a ampliar o conhecimento do eleitorado sobre Zema, que ainda aparece com baixa competitividade nas pesquisas. No último levantamento Datafolha, o candidato registrou 3% das intenções de voto, atrás de nomes como Ronaldo Caiado (PSD), e distante dos líderes Lula (40%) e Flávio Bolsonaro (32%).
Mesmo com os números modestos, aliados tentam posicionar Zema como alternativa ao bolsonarismo, aproveitando crises recentes na campanha de Flávio Bolsonaro. A estratégia do Novo é reforçar a experiência administrativa do ex-governador e apresentar propostas voltadas à economia, gestão pública, segurança e educação, buscando consolidar sua imagem como opção viável dentro da direita.
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