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Witzel critica Bolsonaro, discute com Flávio e abandona CPI

Da redação
16 de junho de 2021

Munido de um habeas corpus para se esquivar de questionamentos se teria se beneficiado de um esquema de corrupção na área da Saúde, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel aproveitou o palco político da CPI da Pandemia para fazer acusações contra o governo federal e o presidente Jair Bolsonaro. Witzel ligou o seu processo de impeachment ao caso da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018, bateu boca com o senador e ex-aliado Flávio Bolsonaro, filho do presidente, e repentinamente decidiu ir embora da audiência sem apresentar explicações.

Já no começo de sua fala, o ex-governador apontou uma suposta omissão da gestão Bolsonaro no enfrentamento à crise sanitária. “Os governadores, prefeitos de grandes capitais e prefeitos de pequenas cidades ficaram totalmente desamparados do apoio do governo federal. Isso é uma realidade inequívoca que está documentada em várias cartas que nós encaminhamos ao presidente da República”, declarou.

A morte de Marielle – ou mais precisamente o andamento das investigações – foi usada por Witzel para relatar uma perseguição contra ele no comando do estado. “Tudo isso começou porque eu mandei investigar sem parcialidade o caso Marielle. Quando foram presos os dois executores da Marielle, o meu calvário e a perseguição contra mim foi inexorável. Ver um presidente da República em uma live lá em Dubai, acordar na madrugada, para me atacar, para dizer que eu estava manipulando a polícia do meu estado. Ou seja, quantos crimes de responsabilidade esse homem vai ter que cometer até que alguém pare ele”, questionou. O assunto foi a deixa para a discussão com Flávio, com direito a chamar o filho do presidente de “mimado”.

Quando era inquirido pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) sobre as apurações de superfaturamento enquanto foi governador do Rio, Witzel decidiu fazer uso do habeas corpus e pediu ao presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), para encerrar a sessão. O ex-gestor abandou a sala sem comentar os motivos para a decisão.

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