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Uso de plástico virgem por grandes marcas deve cair quase 20% até 2025

Três anos após o lançamento do Compromisso Global por uma Nova Economia dos Plásticos, o mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Fundação Ellen MacArthur constatou que a utilização de plástico virgem pelas 65 empresas responsáveis por 20% das embalagens do mundo pode estar chegando a um pico para, a seguir, entrar em queda. Ligadas ao movimento, essas empresas devem adotar em larga escala o plástico reciclado até 2025. O relatório estima que essa redução, quando combinada aos efeitos de acordos já existentes, poderá evitar a produção anual de 8 milhões de toneladas de plástico virgem em quatro anos. Seria o equivalente a deixar de consumir 40 milhões de barris de petróleo. O efeito é pouco na emissão de gases, mas evitará grande acúmulo de lixo (só o Brasil extrai quase 3 milhões de barris diários de petróleo).

Embora a redução seja uma tendência bem-vinda, o progresso atual é impulsionado em grande parte pela troca do plástico virgem pelo reciclado, em lugar de matéria-prima biodegradável. Essa é apenas uma parte da solução, porém, não contempla a quantidade total de embalagens plásticas no mercado. Além dessa tendência entre os grandes produtores, há poucas evidências de esforços ambiciosos para reduzir ou limitar emprego de recipientes de uso único por parte de pequenos produtores, tanto em países ricos quanto pobres.

Menos de 2% das embalagens de plástico das empresas signatárias do Compromisso dos Plásticos são reutilizáveis e, para mais da metade dessas, esse índice ainda é zero. Felizmente, iniciativas voluntárias como esta começam a gerar mudanças. Empresas e países reconhecem que ainda falta uma resposta coordenada e global. 

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