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Temer volta a dizer que falará com presidente eleito sobre reforma da Previdência

(Reuters) – O presidente Michel Temer voltou a afirmar nesta terça-feira que conversará com o presidente eleito no dia 28 de outubro sobre a reforma da Previdência caso o vencedor da corrida presidencial esteja disposto a discutir o tema, que Temer considerou uma “necessidade urgente”.

“Colocamos em pauta a necessidade urgente de reforma da Previdência Social. Passadas as eleições, conversarei com o presidente eleito, se ele estiver disposto, para tratar dessa questão. Não se trata de prioridade deste ou daquele governo: estamos falando de prioridade do Brasil”, escreveu Temer no Twitter, após ser homenageado pela Associação Comercial do Paraná, em Curitiba.

Temer já afirmou no passado que estaria disposto a promover uma reforma da Previdência após a eleição de outubro, desde que houvesse concordância do presidente eleito. O segundo turno da eleição presidencial será disputado no dia 28 entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre as mudanças previdenciárias que seu governo levou ao Congresso não chegou a ser votada pela Câmara dos Deputados em meio a dificuldade de obter apoio com a proximidade das eleições.

Além disso, a decretação de intervenção federal na área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro inviabilizou a votação da medida, isso porque a Constituição não pode ser emendada enquanto vigorar uma intervenção federal em alguma das unidades da federação. Para que uma reforma da Previdência seja aprovada, a intervenção federal no Rio teria, portanto, de ser revogada.

Na semana passada, uma fonte com conhecimento do assunto disse à Reuters que membros da equipe que assessoram Bolsonaro seguem vendo a reforma da Previdência como prioritária e querem aproveitar a proposta sobre o tema que está estacionada no Congresso.

Por outro lado, também na semana passada, Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, disse que a reforma apresentada por Temer não passa pelo aval dos parlamentares e que não pretende usá-la. Em outra frente, seu cotado para a Casa Civil, o deputado reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que o presidenciável, se eleito, não trataria do tema ainda neste ano.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), afirmou na semana passada que reformas profundas deverão ser feitas pelo próximo presidente da República. Eunício não conseguiu se reeleger para uma cadeira no Senado e deixará o Congresso em janeiro do ano que vem.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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