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Na véspera de julgamento de recurso de Lula, comandante diz que Exército compartilha de “repúdio à impunidade”

(Reuters) – Na véspera do julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse nesta terça-feira que o Exército compartilha “com os cidadãos de bem” o “repúdio à impunidade”.

“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, questiona Villas Bôas no Twitter.

“Asseguro à nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, acrescentou.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, e poderá ser preso se o STF negar o habeas corpus.

Os três desembargadores da 8ª Turma entenderam que Lula recebeu o imóvel como propina paga pela empreiteira OAS em troca de contratos na Petrobras. O petista nega ser dono do imóvel e afirma ser alvo de uma perseguição política promovida por setores do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, para impedi-lo de ser novamente candidato à Presidência.

Mais cedo, o general da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa disse, segundo notícias na mídia, que se o STF permitir que Lula se candidate e se eleja presidente, não restará alternativa a não ser uma intervenção militar.

“Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem. Mas não creio que chegaremos lá”, disse Lessa, segundo reportagem publicada no site da revista Exame.

Lula lidera, com folga, as pesquisas de intenção de voto para a corrida presidencial de outubro, mas devido à condenação por um órgão colegiado da Justiça, deve ser impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.

O habeas corpus impetrado pela defesa de Lula busca que a pena imposta ao ex-presidente comece a ser cumprida somente em caso de rejeição de todos os recursos possíveis em todas as instâncias do Judiciário.

(Por Alexandre Caverni)

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