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Justiça proíbe dono da Havan de pressionar funcionários a votar em Bolsonaro

Por Ricardo Brito

(Reuters) – A Justiça do Trabalho em Santa Catarina decidiu proibir nesta quarta-feira o dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, de pressionar seus funcionários a votar no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, para não correrem o risco de serem demitidos em caso de vitória de candidatos de esquerda e de que lojas sejam fechadas.

Em decisão, o juiz Carlos Alberto Pereira de Castro fixou multa de 500 mil reais em caso de descumprimento e ainda lembrou da possibilidade de que Hang possa responder pelo crime de desobediência.

O magistrado disse que a situação se compara a uma reedição do popular voto de cabresto. “A situação se agrava quando, posteriormente a este fato, coloca-se de forma subreptícia sob a espada de Dâmocles o emprego de todos os 15 mil empregados – evidentemente, com ênfase para aqueles que declararam voto a outro candidato ou, como fica claro na fala do réu, os que pretendem não exercitar o voto em qualquer candidato presidencial. Revela-se aí, sem dúvidas, conduta que se enquadra como assédio moral”, afirmou.

Relatos na imprensa indicam que empresários estariam pressionando funcionários a apoiar Bolsonaro. O Ministério Público do Trabalho (MPT) já divulgou um alerta de que é “proibida a imposição, coação ou direcionamento nas escolhas políticas dos empregados”.

“O objetivo é garantir o respeito e a proteção à intimidade e à liberdade do cidadão-trabalhador no processo eleitoral, no ambiente de trabalho”, disse o MPT em nota pública.

ABUSO DE PODER

A coligação presidencial encabeçada pelo petista Fernando Haddad ingressou na noite de terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para se investigar a campanha de Bolsonaro por abuso de poder econômico.

Segundo a chapa petista, o pedido refere-se ao fato de o presidente da empresa de ar condicionado Komeco, Denisson Moura Freitas, ter supostamente gravado um áudio a funcionários pedindo que apoiassem a candidatura de Bolsonaro por meio do uso de adesivos e camisetas.

A coligação de Haddad pede ao TSE que Bolsonaro se torne inelegível por 8 anos.

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