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EUA concedem prazo maior à professora que denunciou indicado à suprema corte

Por Doina Chiacu e Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) – O presidente do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, o republicano Chuck Grassley, concedeu uma prorrogação do prazo para a mulher que acusa o deputado Brett Kavanaugh, indicado para a Suprema Corte, de abuso sexual, para que ela possa decidir se e como ela vai depor, disse o republicano no Twitter.

O Comitê Judiciário do Senado havia adiado a votação da confirmação de Kavanaugh depois que as alegações da professora Christine Blasey Ford na Califórnia surgiram na semana passada, e os advogados dela e funcionários da comissão estavam negociando as condições de seu depoimento.

“Juiz Kavanaugh, acabei de conceder outra prorrogação para a Dra. Ford decidir se ela quer prosseguir com a declaração que fez na semana passada para testemunhar no Senado”, escreveu Grassley no Twitter.

“Ela deve decidir para que possamos seguir em frente. Eu quero ouvi-la. Espero que você entenda. Não é minha abordagem normal ser indeciso.”

Grassley não disse se um novo prazo foi definido.

Antes Grassley disse que manteria uma votação sobre a confirmação de Kavanaugh na segunda-feira, a menos que um acordo fosse fechado com os advogados da Ford.

Em um email para a equipe do comitê judiciário, a advogada de Ford, Debra Katz, classificou o prazo como arbitrário.

Kavanaugh negou as acusações e prometeu testemunhar na audiência de segunda-feira.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))REUTERS RS

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