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Estação espacial de Alcântara prepara abertura para pequenas empresas de satélites

Por Anthony Boadle

CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA (Reuters) – O Brasil está pronto para lançar pequenos foguetes comerciais a partir de seu Centro de Lançamento de Alcântara, próximo à Linha do Equador, assim que fechar um acordo para salvaguardar a tecnologia norte-americana dominante no setor, afirmou nesta sexta-feira o major-brigadeiro Luiz Fernando Aguiar, da Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela coordenação do programa.

Aguiar disse que o Brasil quer obter uma parte do negócio de lançamento espacial de 300 bilhões de dólares ao atrair empresas norte-americanas interessadas em lançar pequenos satélites a um custo menor a partir da base de Alcântara, no Maranhão.

“O mercado de microssatélites é mais atrativo hoje e estamos interessados ​​no nicho de 50 a 500 quilos”, disse Aguiar à Reuters na principal plataforma de lançamento da base. “Estamos desenvolvendo um foguete para microssatélites. Para isso esta torre está totalmente pronta.”

A cooperação espacial entre Estados Unidos e Brasil deu um grande passo quando os países assinaram um acordo de Consciência Situacional Espacial, no mês passado, durante uma visita a Brasília do secretário de Defesa dos EUA, James Mattis.

O acordo sobre o compartilhamento de dados de rastreamento em tempo real sobre objetos e detritos no espaço é necessário para desenvolver um negócio de lançamento de satélites sem o risco de colisão.

Boeing Co e Lockheed Martin Corp visitaram em dezembro o Centro de Lançamento de Alcântara, que é especialmente atraente para empresas menores, como a Tucson, porque a sua localização equatorial corta custos de combustível, permitindo cargas mais pesadas.

Mas o plano do Brasil de se tornar um novo centro na indústria espacial dependerá da conclusão de um acordo de salvaguarda de tecnologia com os Estados Unidos para proteger o lançamento espacial norte-americano e a tecnologia de satélite, disse Aguiar. Sem isso, nenhum foguete dos EUA pode decolar do país.

“É um país (EUA) que domina plenamente a área de espaço e queremos começar com boas parcerias. Nossa expectativa é que (o acordo) esteja pronto no início do ano que vem”, acrescentou Aguiar à Agência Brasil.

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