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Duas vans são roubadas e abandonadas na Irlanda do Norte dias após explosão de carro-bomba

Por Clodagh Kilcoyne

LONDONDERRY, Irlanda do Norte (Reuters) – A polícia da Irlanda do Norte isolou duas áreas em Londonderry nesta segunda-feira para verificar dois veículos roubados em busca de potenciais ameaças à segurança, dois dias depois da explosão de um carro-bomba na cidade.

Houve um barulho alto e uma grande nuvem de fumaça saiu de dentro da primeira van depois que um robô neutralizador de bombas do Exército entrou no veículo. A polícia disse que a van foi roubada por três homens mascarados que jogaram um objeto na parte de trás do veículo antes de abandoná-lo em uma rua residencial.

Uma segunda van de entregas foi roubada ainda nesta segunda-feira por quatro homens mascarados, um supostamente armado, segundo a polícia. Policiais esvaziaram diversas casas e fotos publicadas no Twitter por repórteres locais mostram uma van do serviço postal britânico no meio de uma rua vazia.

No sábado, uma explosão de um carro-bomba do lado de fora de um tribunal chamou atenção para a ameaça ainda representada por grupos militantes opostos ao acordo de paz de 1998 que pôs fim, em grande parte, às três décadas de violência na província britânica. A explosão não deixou vítimas.

Um quinto homem foi preso nesta segunda-feira por ligação com o ataque de sábado. O homem de 50 anos foi detido sob a Lei de Terrorismo, enquanto quatro outros suspeitos permanecem sob custódia, afirmou a polícia.

Um dos principais focos da investigação sobre o carro-bomba é o Novo IRA — integrante de um pequeno número de grupos opostos ao Acordo da Sexta-Feira Santa, de 1998.

O tratado encerrou um conflito entre unionistas protestantes que queriam que a Irlanda do Norte permanecesse como parte do Reino Unido e um grupo composto predominantemente por nacionalistas católicos, no qual cerca de 3.600 pessoas morreram.

O grupo foi formado em 2012 com a fusão de três dos quatro principais grupos nacionalistas militantes.

(Reportagem adicional de Padraic Halpin, em Dublin, e Amanda Ferguson, em Belfast)

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