Agremiação que era controlada por Jefferson sai de cena por ficar sem recursos. Partido da Renovação Democrática nasce com 5 deputados. Ex-cacique preso foi banido
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (9), por unanimidade, a fusão dos partidos PTB e Patriota, que passa a se chamar Partido da Renovação Democrática (PRD). A nova legenda deve ficar com o número 25 na urna e terá 5 deputados, todos vindos do Patriota, já que o PTB não elegeu representantes.
Seu líder presumido seria o mineiro Fred Costa (imagem), integrante do baixo clero legislativo. A agremiação nanica não possui senadores e governadores. Fundado em 1981 e por muitos anos controlado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, o PTB some após ficar sem recursos do Fundo Partidário e sem tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV.
Todos os ministros do TSE acompanharam o entendimento da relatora, ministra Cármen Lúcia, para quem a fusão atendeu a todos os requisitos legais e formais, como a aprovação de novo estatuto nacional, por exemplo. De início, o novo partido iria se chamar Mais Brasil, mas após deliberações internas foi feito novo pedido, o que foi aceito pelo TSE.
Pela cláusula de barreira vigente, para ter acesso aos recursos públicos a legenda precisa eleger pelo menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação.
Alternativamente, o partido pode superar a barreira se, mesmo elegendo número menor de deputados, obtiver 2% dos votos válidos nas eleições para a Câmara, distribuídos em pelo menos nove unidades da Federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas.
Ao aprovar a fusão em convenção nacional, os dirigentes da nova sigla PRD decidiram também banir Jefferson dos quadros do partido, diante do episódio em que o político foi preso após reagir com tiros a uma ordem de prisão preventiva, no ano passado.
