Presidente americano descartou uso de força, mas cobrou negociações imediatas e eleva tom contra Europa, Canadá e Dinamarca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dedicou boa parte de seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, à Groenlândia, afirmando que “ninguém pode defender a ilha como os EUA” e que Washington precisa do território por razões de segurança nacional, ligadas à disputa com Rússia e China no Ártico. Ele descartou usar força para anexar a ilha, mas declarou que “tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”.
Trump atacou países europeus e voltou a cobrar aliados da Otan, dizendo que cada membro precisa ser capaz de defender seu próprio território e chamando os EUA de “estúpidos” por terem devolvido a Groenlândia à Dinamarca após a 2ª Guerra Mundial. O presidente também criticou a União Europeia e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, acusando-os de ingratidão e afirmando que o Canadá “existe graças aos Estados Unidos”.
Em vários momentos, o republicano se referiu à Groenlândia como “pedaço de gelo” e até a confundiu com a Islândia, ao dizer que a ilha teria provocado a primeira queda recente da Bolsa americana. Ele pediu “negociações imediatas” para que os EUA adquiram a Groenlândia, alegando que a enorme ilha desprotegida “faz parte da América do Norte” e afirmando: “É nosso território”.
Trump também usou o discurso e um bate-papo posterior para tratar de crises internacionais, dizendo que um acordo entre Vladimir Putin e Volodmir Zelenski sobre a guerra na Ucrânia estaria próximo e que, em Gaza, “se o Hamas não se desarmar, será aniquilado”. Ele citou ainda a captura de Nicolás Maduro por forças americanas e afirmou que, após a operação, o regime chavista buscou Washington para negociar.
