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Trump assinará ordem para fechar Departamento de Educação dos EUA

Da redação
20 de março de 2025
Medida cumpre promessa de campanha, mas depende de aprovação do Congresso para ser concluída

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinará nesta quinta-feira (20) uma ordem executiva para iniciar o processo de fechamento do Departamento de Educação, uma de suas principais promessas de campanha. A Casa Branca confirmou a decisão, que enfrenta forte resistência de democratas e especialistas do setor educacional.

A ordem instrui a secretária de Educação, Linda McMahon, a tomar todas as medidas necessárias para transferir as funções educacionais aos Estados, garantindo que serviços essenciais continuem operando. No entanto, para o fechamento ser definitivo, o Congresso precisaria aprovar a medida, o que pode representar um grande obstáculo para a administração Trump.

Resistência e desafios legais

Antes mesmo da assinatura da ordem, um grupo de procuradores-gerais estaduais democratas entrou com uma ação judicial para impedir a extinção do departamento e as demissões de funcionários. A administração Trump já reduziu a equipe da agência pela metade, com cortes severos no Escritório de Direitos Civis e no Instituto de Ciências da Educação.

Os republicanos defendem o fechamento do Departamento de Educação há décadas, sob o argumento de que as decisões educacionais devem ser descentralizadas e tomadas localmente. A ideia ganhou ainda mais força entre grupos conservadores, que exigem maior controle parental sobre o conteúdo ensinado nas escolas.

Impactos na educação e financiamento

O Departamento de Educação é responsável por administrar bilhões de dólares destinados a instituições educacionais e supervisiona um portfólio de US$ 1,6 trilhão em empréstimos estudantis federais. Embora a maioria do financiamento escolar nos EUA venha de governos estaduais e locais, o governo federal desempenha um papel fundamental no suporte a estudantes em situação de vulnerabilidade, incluindo crianças sem-teto e universitários de baixa renda.

A secretária McMahon garantiu que programas essenciais, como bolsas para estudantes de baixa renda e subsídios para escolas em regiões carentes, serão preservados durante o processo de transição. No entanto, especialistas alertam que a descentralização pode resultar em desigualdades educacionais mais acentuadas entre os Estados.

Batalha no Congresso

Com os republicanos controlando o Senado por uma margem de 53 a 47, a aprovação de uma legislação para encerrar o Departamento de Educação exigiria pelo menos sete votos democratas, um cenário improvável. Líderes democratas já manifestaram forte oposição à medida. A senadora Patty Murray criticou o que chamou de “campanha de corte e queima” de Trump e prometeu lutar contra a decisão.

Mesmo entre os republicanos, há divergências sobre a viabilidade da medida. Enquanto conservadores apoiam a proposta, alguns congressistas republicanos expressaram preocupação com os impactos no financiamento da educação e nos empréstimos estudantis.

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