Declaração foi feita pela ministra em evento em São Paulo nesta sexta-feira (30), após conversa com o presidente Lula sobre candidatura
Após participar de evento em São Paulo nesta sexta-feira (30), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), declarou que deixará o governo até 30 de março para participar das eleições de outubro. Segundo ela, a definição da data exata de saída depende de nova conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve ocorrer até o Carnaval. Tebet reforçou que se colocou à disposição do projeto político liderado pelo petista e que seu futuro está submetido à decisão do presidente.
Tebet relatou que iniciou com Lula tratativas específicas sobre uma candidatura ao Senado Federal. Ela afirmou que o presidente considera sua participação “importante no processo eleitoral” e vê com bons olhos a disputa por uma cadeira na Casa. Tebet, que já foi senadora pelo MDB de Mato Grosso do Sul, tem sido cotada para concorrer agora por São Paulo, mas disse que não discutiu com Lula eventual mudança de domicílio eleitoral nem troca de partido.
Tebet afirmou que encara a política como missão e declarou que sua vontade individual fica em segundo plano diante do que considera necessário para o processo político. Ela disse ter “colocado nas mãos do presidente Lula” o próprio destino político e reiterou que seguirá a orientação do Palácio do Planalto sobre qual cargo disputar. Ao mesmo tempo, a ministra afastou a possibilidade de concorrer ao governo paulista, avaliando que Lula já conta com dois nomes fortes para o Palácio dos Bandeirantes: o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
A saída de Tebet se insere em um movimento mais amplo de rearranjo no primeiro escalão do governo, já que cerca de dois terços dos ministros devem deixar seus cargos nos próximos meses para cumprir o prazo legal de desincompatibilização e disputar as eleições deste ano. A titular do Planejamento lembrou ainda que recebeu anteriormente um convite para se filiar ao PSB e destacou a boa relação com lideranças da sigla, como Alckmin, o ministro Márcio França (PSB), a deputada Tabata Amaral (PSB) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), mas reforçou que permanece no MDB.
