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Suposta fraude em filiação impede Flávio Bolsonaro de registrar candidatura pelo PL

Da redação
13 de agosto de 2026
Senador aparece no sistema da Justiça Eleitoral como integrante do Missão. Campanha do liberal acionará o TSE para reverter alteração e pretende pedir investigação à PF

Uma suposta fraude no registro de filiação partidária do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) impediu, nesta quinta-feira (13), o registro de sua candidatura à Presidência da República pelo PL. O sistema da Justiça Eleitoral passou a apontar o parlamentar como filiado ao Missão, partido que já oficializou Renan Santos como candidato ao Palácio do Planalto. A equipe de Flávio afirma que a mudança foi feita sem autorização e acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para regularizar a situação.

Segundo a certidão de filiação partidária, Flávio deixou de constar como integrante do PL em 12 de agosto, após permanecer na legenda desde 8 de dezembro de 2021. De acordo com o UOL, integrantes da campanha afirmam que a filiação ao Missão teria sido registrada às 23h17 de quarta-feira (12). A alteração cria um obstáculo para o registro da candidatura porque, pelas regras eleitorais, o postulante precisa estar regularmente filiado ao partido pelo qual pretende disputar a eleição.

A equipe jurídica do senador trabalha para obter uma decisão da Justiça Eleitoral que desfaça a mudança. A campanha também pretende pedir à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar como o registro foi alterado. Integrantes da equipe de Flávio ainda não sabem se uma eventual invasão ou fraude ocorreu a partir do Missão, do PL ou diretamente no sistema utilizado para os registros partidários.

O episódio ocorre às vésperas do encerramento do prazo para o registro das candidaturas. Os partidos têm até sábado (15) para apresentar à Justiça Eleitoral os nomes que disputarão as eleições. Flávio pretendia registrar sua candidatura e seu plano de governo nesta quinta-feira. O documento, com 70 páginas e intitulado “Para o Brasil Vencer o Atraso”, deve ser apresentado pelo senador em uma transmissão pelas redes sociais.

Um episódio semelhante ocorreu em 2024 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a aparecer no sistema eleitoral como filiado ao PL sem ter solicitado a mudança. Na ocasião, o TSE anulou o registro e acionou a PF, que abriu investigação sobre a fraude. O caso levou a Justiça Eleitoral a reforçar as regras para registros de filiação partidária.

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