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Sem Moro, Bolsonaro perde bandeira do combate à corrupção

O então juiz Sergio Moro foi alçado a herói nacional por sua atuação na Operação Lava-Jato. Virou o principal expoente da ação que desarticulou um dos maiores esquemas de corrupção da história do país e levou para a cadeia empreiteiros, diretores da Petrobras e políticos, como o ex-presidente Lula. Moro chegou a ser apontado como um dos favoritos na disputa presidencial de 2018, mas preferiu seguir na magistratura. Com a vitória de Jair Bolsonaro, pouco tempo depois recebeu o convite para deixar a carreira jurídica e entrar na política como o superministro da Justiça e Segurança Pública. A promessa de Bolsonaro era de autonomia total para Moro ampliar o combate à corrupção. Junto com Paulo Guedes (Economia), o ex-juiz virou um dos principais fiadores do governo. Cabia a ele a bandeira da ética. Ao longo de sua permanência no governo, o ministro, no entanto, enfrentou derrotas, teve o poder esvaziado e foi fritado vezes. Ora com a intenção de Bolsonaro de interferir no tralho da Polícia Federal, ora com a possibilidade de a pasta ocupada por ele ser desmembrada. A decisão do presidente de tirar Maurício Valeixo do comando da PF foi último ato para Moro permanecer no governo. Valeixo foi um aliado importante nos trabalhos da Lava-Jato e era o nome de confiança de Moro no ministério. Não se sabe o próximo passo da carreira de Moro, mas ele sai com capital político para lançar candidatura em 2022. Já Bolsonaro perde seu ponto de apoio no discurso anticorrupção. Isso no momento em que o presidente se aproxima do Centrão e de figuras controversas, como o ex-deputado Roberto Jefferson, condenado no Mensalão.

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