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Reputação de Lula lá fora começa a arranhar

Da redação
30 de junho de 2025
Para The Economist, brasileiro preso ao passado perde relevância, ignorado pelos EUA e manipulado por China e Rússia, enquanto a direita ganha força nas ruas

A reputação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a dar sinais de fraqueza no exterior. É o que aborda o site da revista britânica The Economist. Segundo o periódico econômico mais prestigiado, Lula perde sua influência internacional, ao passo em que sua popularidade em casa atravessa uma escalada de baixas. Segundo a análise, o petista colocou o Brasil no mapa, mas não se adaptou a um mundo transformado e dinâmico. Argumentos que Money Report defende com insistência há mais de um ano.

Dentre os pontos abordados está a “amizade” do Brasil com o Irã, que deve seguir impávida – e desimportante – na Cúpula dos Brics, no Rio, entre 6 e 7 de julho. O que seria para Lula exercer influência global, o periódico britânico pontua que faz o Brasil parecer cada vez hostil ao Ocidente. “Quanto mais a China transforma o Brics em um instrumento de sua política externa, e quanto mais a Rússia usa o Brics para legitimar sua guerra na Ucrânia, mais difícil será para o Brasil continuar dizendo que não é alinhado”, argumentou Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na reportagem.

A publicação também critica a falta de pragmatismo na América Latina, citando principalmente o relacionamento espinhoso com o presidente da Argentina, Javier Milei. Mas há coisa pior, apesar da menor importância econômica. Quando assumiu o cargo pela terceira vez, em 2023, Lula abraçou Nicolás Maduro, da Venezuela, que se tornu um ditador pleno. “Lula parece relutante ou incapaz de reunir as nações latino-americanas para apresentar uma frente unida contra as deportações de migrantes e a guerra tarifária de Trump”, diz outro trecho da reportagem.

A fraqueza global de Lula é agravada no cenário doméstico pela queda na popularidade. Durante seus dois primeiros mandatos como presidente, de 2003 a 2010, o Brasil colheu os frutos de um boom de commodities – o que tornou o petista um dos líderes mais populares do mundo. Na ocasião, sua força doméstica lhe conferiu credibilidade externa. Muitos de seus pares o viam como uma figura de proa para economias em rápido desenvolvimento.

Agora, com o país mais inclinado à direita no Congresso e nas ruas, o descontentamento se mostra nas pesquisas, com aprovação em torno de 40%, o mais baixo patamar em suas presidências.

A Economist conclui a análise citando a relação complexa com os Estados Unidos – Trump critica abertamente líderes que são muito mais amigáveis ​​que Lula. Segundo o periódico, isso se deve ao fato de o Brasil se beneficiar de algo que nenhuma outra grande economia emergente possui: um déficit comercial de US$ 30 bilhões por ano. “Trump certamente gosta quando outros países compram mais dos Estados Unidos do que vendem. Mas seu silêncio também pode ser porque o Brasil, relativamente distante e geopoliticamente inerte, simplesmente não importa tanto quando se trata de questões de guerra na Ucrânia ou no Oriente Médio. Lula deveria parar de fingir e se concentrar em questões mais próximas”.

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Comentários

Uma resposta

  1. É fato. E assino embaixo. Infelizmente nossa perspectiva futura é bem preocupante. Não há ninguém, absolutamente ninguém, que consiga (re)unir o país. Que tenha, verdadeiramente, compromisso com o crescimento, de forma sustentável, RESPONSÁVEL, sem deixar de lado as conquistas sociais, construídas desde Itamar Franco, Fernando Henrique. Tomara consigamos nos livrar desta arapuca que é: Bolsonaro (e seus asseclas), de uma lado e Lula, de outro. Tomara que surja um nome de consenso, que traga de volta a esperança perdida. Não acho, de forma alguma, que seja Tarcísio (que, por sinal, se se candidatar tem GRANDE chance). Não tem carisma pra conseguir “empolgar”e revolucionar, de fato. Pode, no máximo, fazer um governo correto. Não dá pra querer ignorar a realidade social do país, os milhares e milhões de “sem teto”, sem “comida”, sem “saúde”, nem os 33 milhões de idosos, nem a taxa de desemprego, nem o crescimento da criminalidade, nem…Não dá pra fechar os olhos, privatizar, diminuir a máquina do estado, se não acabarmos, simultâneamente, com os
    previl´égios, os supersalários, as mutretas, mamatas e falcatruas de políticos (sou radicalmente contra a imunidade parlamentar) e outros tantos. É preciso, enfim, que (re)pensemos nossa nação com seriedade, responsabilidade e compromisso. Não com factóides, vídeos fakes nas redes sociais, com deboche, escárnio, mentiras, falácias, etc. Precisamos de alguém que seja EFETIVAMENTE patriota. Que trabalhe pela PÁTRIA! Quanto a DEUS, que fique de fora e se restrinja aos templos, igrejas, sinagogas, mesquitas e consciências individuais. E quanto à FAMÍLIA, que cada um cuide muito bem da sua. E que tenha condição digna de mantê-la. #nemnem

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