Implementação de período de experiência de dois anos, proibição de redução de jornada sem diminuição de remuneração e fim da promoção exclusivamente por tempo de serviço são algumas das alterações propostas no projeto de reforma administrativa do Executivo. Oficialmente, a proposta já foi encaminhado ao Congresso, segundo despacho do presidente Jair Bolsonaro publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (3). A mensagem presidencial não traz nenhuma informação sobre o projeto, mas a Secretária-geral da Presidência divulgou, na manhã de hoje, algumas das alterações pretendidas. A apresentação formal do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) deve ocorrer até o fim do dia.
De acordo com a Secretária-geral da Presidência, a medida altera disposições sobre servidores e empregados públicos e inclui entre os princípios da administração pública a imparcialidade, a transparência, a inovação, a responsabilidade, a unidade, a coordenação, a boa governança e a subsidiariedade. Veja abaixo algumas das mudanças propostas no projeto:
- Exigência de dois anos em vínculo de experiência, com desempenho satisfatório, antes de ser investido em cargo público e iniciar o estágio probatório;
- Limitações ao exercício de outras atividades para ocupantes de cargos típicos de Estado. São exemplos desse tipo de cargos, os das carreiras do Judiciário e do Ministério Público, auditores-fiscais, policiais e da advocacia pública;
- Proibição da redução de jornada sem redução de remuneração;
- Proibição das promoções ou progressões exclusivamente por tempo de serviço;
- Proibição de incorporação de cargos em comissões ou funções de confiança à remuneração permanente;
- Fim da aposentadoria compulsória como modalidade de punição.
