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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 41% no 2° turno

Da redação
7 de setembro de 2026
Presidente recuou um ponto em relação ao levantamento anterior. CEO do instituto aponta piora na avaliação do governo e diz que eleição deve ser decidida por eleitores que buscam alternativa à polarização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados, com 41% das intenções de voto cada, em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). No levantamento anterior, de 2 de setembro, Lula tinha 42% e Flávio, 41%. Agora, 13% afirmam que não votariam em nenhum dos dois e 5% estão indecisos. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

No primeiro turno, Lula segue na liderança, com 36%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece consolidado na segunda posição, com 29%. Augusto Cury (Avante) tem 8%, após marcar 10% no levantamento anterior. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% cada, Romeu Zema (Novo) tem 2% e Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, marca 1%.

Ao comentar os resultados nas redes sociais, o CEO da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o equilíbrio entre Lula e Flávio vai além da intenção de voto. Segundo ele, os dois também estão tecnicamente empatados em potencial de voto e rejeição: Lula tem potencial de 44% e rejeição de 53%, enquanto Flávio registra, respectivamente, 40% e 55%. O levantamento também mostra empate no chamado “voto do medo”: 43% dizem temer a volta da família Bolsonaro ao poder e outros 43% têm medo da continuidade do governo Lula.

Para Nunes, um dos principais problemas para a candidatura à reeleição é a desaprovação do governo, que chegou a 50%. Desde julho, segundo sua análise, a avaliação vem apresentando tendência de piora, principalmente no Nordeste, onde a desaprovação passou de 29% para 35%, no Sudeste, de 50% para 56%, entre os homens, de 50% para 57%, e entre os jovens, de 46% para 55%. “Neste nível de desaprovação, as chances de reeleição de Lula caem para menos de 50%”, afirmou o CEO da Quaest.

A economia aparece como uma das explicações para esse movimento. De acordo com Nunes, embora 64% dos brasileiros afirmem que a renda aumentou no último ano, apenas 10% perceberam crescimento superior ao avanço do custo de vida. Entre aqueles que dizem ter obtido ganho real de renda, Lula abre vantagem sobre Flávio; já entre os que sentiram o custo de vida crescer mais do que os rendimentos — ou não perceberam melhora na renda —, o senador leva vantagem. O aumento do endividamento também coincide com o período de deterioração da avaliação presidencial, enquanto a parcela que considera o Desenrola 2.0 uma boa ideia caiu de 50% para 43%.

Na leitura de Nunes, Lula mantém uma base eleitoral sólida entre 29% e 33%, enquanto a família Bolsonaro parte de um núcleo menor, próximo de 24%. Fora desses grupos, 20% dos eleitores buscam um candidato “outsider” e 17%, um nome moderado. É justamente esse eleitorado que pode decidir a eleição. Em um segundo turno Lula-Flávio, cerca de um terço desses eleitores escolheria o petista, um quarto não votaria em nenhum dos dois e aproximadamente 40% ficariam com Flávio, segundo o CEO da Quaest.

A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Globo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.

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