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Problema da dívida pública está nos juros, não no déficit, diz Haddad

Da redação
19 de janeiro de 2026
Ministro da Fazenda defendeu que há margem para queda da Selic

Em entrevista ao UOL News, Haddad destacou nesta segunda-feira (19), que mesmo com exceções fiscais, o déficit de 2025 ficou em 0,48% do PIB, abaixo dos patamares registrados no governo anterior. Para o ministro, os dados mostram que há espaço para uma queda da taxa Selic, hoje em 15%. Tanto que principal fator por trás da dívida pública brasileira estaria no alto nível dos juros reais, e não o déficit fiscal. Segundo ele, o governo reduziu em cerca de 70% o déficit primário nos últimos dois anos.

Haddad também elogiou a atuação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, especialmente na condução do caso Banco Master, e defendeu a ampliação do poder regulatório do BC sobre fundos de investimento.

Para tanto, disse que apresentou ao governo uma proposta de ampliação do papel regulatório do BC, que assumiria parte da fiscalização hoje feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O objetivo seria criar um sistema de alerta para gestões que ultrapassarem o limite do temerário, agindo de modo imprudente ou malicioso. Esses alertas existem em caráter analítico para risco de crédito, mas não chegam ao investidor comum.

O ponto central é a lavagem de dinheiro pelo crime organizado e desvios de recursos, conforme revelado, respectivamente, em operações das polícias na Faria Lima e no caso do Banco Master e da Reag.

Chamado de “Taxad” nas redes sociais, o ministro disse não se incomodar com o apelido e afirmou ter orgulho de tributar setores antes isentos, como offshores, fundos exclusivos e grandes fortunas.

O ministro também afirmou que a economia não deve ser decisiva nas próximas eleições e reiterou que não pretende disputar cargos eletivos.

O Banco Central tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos, porque existe hoje uma intersecção muito grande entre fundos, as finanças. Isso tem impacto até sobre a contabilidade pública. Por exemplo, a conta remunerada, as compromissadas, tudo isso tem relação com a contabilidade pública e o fato de que os fundos estão fora do perímetro regulatório do Banco Central. Na minha opinião, esse fato deveria ser superado com uma nova regulação

(com agências)

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