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PP decide ficar neutro na disputa presidencial e impõe revés à campanha de Flávio Bolsonaro

Da redação
22 de julho de 2026
Segundo informação publicada pelo jornal O Globo, Ciro Nogueira comunicou ao senador do PL que o Progressistas não apoiará nenhum candidato ao Planalto, liberando os diretórios estaduais para definir seus próprios palanques

A estratégia do PL de ampliar sua aliança para a eleição presidencial sofreu um revés nesta quarta-feira (22). Segundo informação publicada pelo jornal O Globo, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), comunicou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o partido adotará uma posição de neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto, frustrando a expectativa de uma aliança nacional entre as duas legendas.

De acordo com a reportagem, a decisão foi tomada após reunião da cúpula do Progressistas em Brasília e prevê autonomia para que os diretórios estaduais definam quais candidatos apoiarão em cada unidade da Federação. Com isso, o partido poderá estar ao lado de diferentes candidaturas presidenciais, conforme a realidade política local.

A neutralidade representa uma derrota política para Flávio Bolsonaro, que tratava a conversa com Ciro Nogueira como a última tentativa de reverter o cenário. Durante as negociações, aliados do senador do PL chegaram a oferecer a vaga de vice-presidente na chapa à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que recusou o convite por priorizar uma candidatura à presidência do Senado em 2027.

Ainda segundo O Globo, interlocutores de Ciro Nogueira atribuem parte do distanciamento entre os dois líderes ao desgaste provocado pela operação da Polícia Federal (PF) que teve o presidente do PP como alvo. Aliados afirmam que o senador esperava maior solidariedade de Flávio após a investigação, fator que teria contribuído para esfriar as negociações em torno de uma aliança nacional.

Apesar da decisão da direção nacional, a tendência é que o PP mantenha acordos regionais com o PL em alguns estados, enquanto em outros poderá apoiar candidaturas adversárias. A definição preserva a estratégia da federação União Progressista de priorizar as disputas locais e amplia a liberdade de articulação das lideranças estaduais durante a campanha eleitoral.

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