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Planalto tentou blindar Pazuello e abriu espaço para ofensiva contra Bolsonaro

O esperado depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia, marcado para a próxima quarta-feira (19), pode ser trágico para o presidente Jair Bolsonaro, mesmo com o empenho do Palácio do Planalto em proteger o general e consequentemente o governo. A liminar concedida na sexta-feira (14) pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, garantiu a Pazuello o benefício de ficar em silêncio quando achar que irá produzir provas contra si mesmo durante o interrogatório. Ao mesmo tempo, Lewandowski não eximiu o ex-ministro de responder aos senadores – e falar a verdade – “no que concerne a indagações que não estejam diretamente relacionadas à sua pessoa, mas que envolvam fatos e condutas relativas a terceiros, não abrangidos pela proteção ora assentada”. “Permanece a sua obrigação revelar, quanto a eles, tudo o que souber ou tiver ciência, podendo, no concernente a estes, ser instado a assumir o compromisso de dizer a verdade”, destacou o magistrado. O entendimento de Lewandowski abre espaço para que o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), parlamentares da oposição e independentes façam perguntas especificamente sobre a conduta, orientações e decisões do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à crise sanitária. Já as dúvidas sobre a atuação de Pazuello podem ficar para um segundo momento, com o eventual silêncio indicando a chance de falha ou omissão por parte do ex-ministro.

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