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PL pede cassação de Janones por esquema de rachadinha

Deputado federal teria pedido aos funcionários uma “vaquinha” para as eleições de 2020, segundo áudio divulgado por ex-assessor do parlamentar

O Partido Liberal (PL) entregou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um pedido de cassação contra o deputado federal André Janones (Avante-MG). Ele é suspeito da prática de rachadinha de salários entre os assessores de seu gabinete. Ele nega qualquer irregularidade e diz que os áudios foram “tirados do contexto”.

Em documento assinado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, o PL acusa o parlamentar de “condutas ilegais e incompatíveis com o exercício da atividade parlamentar”. O pedido foi encaminhado à primeira secretaria da mesa diretora. A solicitação pode ser encaminhada ao Conselho de Ética após decisão do presidente da casa, o deputado Arthur Lira (PP-AL).

No documento, o partido reproduz a transcrição de audios revelados por ex-assessores em que Janones solicita parte do salário de servidores lotados em seu gabinete parlamentar para seu próprio proveito econômico. O texto destaca a relação hierárquica entre Janones e os assessores, afirmando que a prática pode configurar os crimes de peculato e coação, além de desrespeito aos princípios constitucionais de probidade e moralidade na administração pública. O PL descreve a prática como “moralmente repulsiva e flagrantemente ilegal”.

Janones teria citado que alguns funcionários dele lançariam candidaturas em 2020 e, para isso, sugeriu uma vaquinha com o dinheiro dos salários dos funcionários da Câmara dos Deputados. Pelas redes sociais, ele voltou a negar a prática de qualquer irregularidade. “Mais áudios sendo divulgados e com eles, a história real vindo à tona. A história: eu (quando ainda não era deputado), disse pra algumas pessoas (que ainda não eram meus assessores) que eles ganhariam um salário maior do que os outros, para que tivessem condições de arcar com dívidas assumidas por eles durante a eleição de 2016. Ao final, a minha sugestão foi vetada pela minha advogada e, por isso, não foi colocada em prática. Fim da história”, escreveu o deputado.

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