Document
PATROCINADORES

Para Conselho de Segurança dos EUA, clima é fator de instabilidade global

Um relatório do Departamento de Defesa e Segurança Interna e do Conselho de Segurança dos Estados Unidos aponta que as questões climáticas começam a cobrar um preço alto na geopolítica, com acirramento de conflitos e migrações forçadas aumentando a instabilidade em diferentes regiões do globo. Lançado na quinata-feira (21), o documento só foi divulgado nesta segunda-feira (25).

O alertas vem no dia em que, pela primeira vez, os principais reguladores financeiros caracterizaram as mudanças climáticas como “uma ameaça emergente” à economia americana. Até 8 de outubro haviam ocorrido dezoito “eventos de desastre climático” em 2021, que custaram cerca de US$ 1 bilhão cada, de acordo com o Departamento Oceânico e Atmosférico Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

O estudo destaca que as mudanças climáticas devem minar a força e o potencial das nações, dando como exemplo, o Iraque e a Argélia, que ao serem atingidos mais drasticamente, perderão receitas com a futuras reduções do emprego de combustíveis de origem fóssil, além do agravamento da seca e do calor. Também é preciso lembrar que a ignição da guerra civil na Síria foi uma estiagem prolongada que desencadeou uma onda de insatisfação popular com a elite alauita (um ramo do xiismo muçulmano), que controla as terras mais férteis e as forças armadas. Os países poderão passar por uma escassez de alimentos e água, causando ebulições e conflitos, com nações dotadas de recursos virando alvos. Neste ponto, vale uma consideração: o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e detentor da maior reserva de água doce, seria alvo do interesse de outros países.

Nos oceanos, há ainda os impactos na pesca. O Departamento de Segurança Interna, que inclui a Guarda Costeira dos EUA, alertou que o derretimento da calota de gelo do Oceano Ártico afeta a oferta de pescados. Fora isso, dezenas de milhões de pessoas terão de se deslocar até 2050. Já chamados refugiados do clima, podem somar 143 milhões de pessoas que vivem no sul da Ásia, na África Subsaariana e na América Latina.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pergunte para a

Mônica.