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O que tem a ver o caixa 2 do PSL com a interferência do Estado em nossas vidas?

O que tem a ver o caixa 2 do PSL com a interferência do Estado em nossas vidas?

“It takes two to tango”. Este ditado americano quer dizer, numa tradução livre, que é preciso de duas pessoas para dançar o tango. Geralmente é usado em situações nas quais alguém fez algo errado – só que com o consentimento, anuência ou colaboração de mais uma pessoa. É assim que acontece nos casos de corrupção. Um indivíduo recebeu dinheiro para ceder algum tipo de benefício? É algo errado. Mas alguém, do outro lado, pagou por essa vantagem.

Casos como o do caixa dois das candidaturas do PSL mineiro acontecem em todas as eleições. Afinal, há dinheiro público a rodo irrigando campanhas e sempre há desvios nestes processos. Mas, neste e em outros casos, existe um agravante. A lei eleitoral obriga os partidos a destinar pelo menos 30% das candidaturas ao sexo feminino.

O que se vê, assim, é uma avalanche de candidaturas fantasmas em todos os partidos. Sem exceção. Qualquer partido lançou pessoas que nem campanha fizeram. Neste caso, a maioria esmagadora foi de mulheres, uma vez que as agremiações precisam mostrar ao TSE uma cota mínima de mulheres candidatas.

Entende-se essa preocupação. São apenas 10,5% de mulheres no Congresso. Mas o Estado deve versar sobre quantas representantes do sexo feminino devem existir numa lista de candidaturas? Não. É mais uma interferência estatal na vida dos cidadãos. Na base do estado sábio, que obriga seus habitantes a fazer a coisa certa por bem ou por mal.

O efeito colateral dessa obrigatoriedade vê-se no caso do PSL de Minas. Se existe o interesse de se utilizar recursos não contabilizados ou gastar inadequadamente a verba do fundo partidário, adivinhe quais serão as candidaturas utilizadas para efetuar a maracutaia? As das candidatas fantasmas, é óbvio.

É hora de deixar os partidos livres para montar seu próprio line-up de candidatos. Quer lançar só homens? OK. Só mulheres? Perfeito. Só candidatos trans? Certo também. Por que o Estado precisa obrigar as siglas a lançar mulheres na vida política, se não há mulheres em número suficiente para isso? Não faz sentido. Especialmente se essa obrigatoriedade abre espaço para malfeitos como o uso de caixa dois nos pleitos.

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