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Não concordo com discurso agressivo do PT, diz suplente de Suplicy

O candidato Eduardo Suplicy (PT), de 77 anos, lidera com 25% as intenções de votos ao Senado no Estado de São Paulo. Seu suplente é Eduardo Annunciato (PCdoB), presidente licenciado do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo). No setor elétrico, onde milita há 32 anos, ele é conhecido como Chicão e assume o lugar de Suplicy se o titular tiver que se afastar do Senado. MONEY REPORT conversou com Chicão. Abaixo, os principais trechos da conversa.

Candidatura e propostas do candidato Eduardo Suplicy

Conheci Suplicy durante a campanha. Ele tem boas propostas, como a já conhecida Renda Básica da Cidadania (RBC). Se houver uma melhor redistribuição de renda no país, acreditamos que teremos condições suficientes para implantar esse projeto. É importante ressaltar que essa renda mínima deverá aquecer a economia. Números das associações comerciais do país mostram que o gasto médio que o comércio espera em época de feriado, como Natal, Dia das Mães e Páscoa, gira em torno de R$ 100, valor médio do ticket mensal que Suplicy espera colocar na mão dos cidadãos brasileiros.

Suplente de Suplicy

Algumas pessoas falam maldosamente da idade do Suplicy (77 anos), mas ele tem saúde melhor que a minha, apesar da idade avançada. Não estou indo para o Senado com o objetivo de ocupar o espaço que é dele, mas sim para trabalhar em conjunto. Vou respeitar os projetos do Suplicy e dar prosseguimento ao trabalho dele, caso ocorra algo com ele, e espero que não ocorra. Meu desejo é passar os oito anos aprendendo com ele.

Indulto ao ex-presidente Lula

Lula já tem dito a Haddad que não espera sair da prisão por um indulto do presidente da República. O que Lula quer é que a justiça seja feita, ou seja, quer um julgamento justo. Todos (do partido) sabemos que que a prisão de Lula passou dos limites aceitáveis para a nossa sociedade. Mas isso não quer dizer que Haddad, caso eleito presidente, irá mandar soltar Lula, como muitos do partido querem.

Discurso agressivo do PT

Não acompanhei muito bem aquela entrevista do ex-ministro José Dirceu (ao El País) dizendo que é “uma questão de tempo para a gente (o PT) tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. Mas discordo desse pensamento. Não acredito que as pessoas devem fazer política para ganhar o poder, mas sim para promover o bem-estar social.

Reforma da Previdência

Sou contra a reforma da Previdência que o presidente Michel Temer (MDB) tentou emplacar. Penso que aquela reforma 85/95 sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff (em 2015, com a regra de 85 anos para mulheres, ou 95, para homens) já é suficiente. Hoje falam que o déficit da Previdência compromete as contas públicas, mas é bom falar que os altos índices de desemprego também comprometem a economia do país. Como há muitos desempregados, a contribuição também diminui.

Futuro dos sindicatos após a Reforma Trabalhista

Essa reforma aprovada em novembro de 2017 dificultou a vida dos sindicatos. O fim do imposto sindical afetou os cofres dos sindicatos. Irão sobreviver aqueles sindicatos maiores, mais fortes e bem organizados. Aqueles menores, infelizmente, enfrentarão dificuldades.

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