O Progressistas (PP) reiterou nesta sexta-feira (31) que ficará neutro na eleição presidencial, decisão que elimina a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (MS) ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo nota oficial, após consulta aos diretórios estaduais, a maioria optou pela neutralidade e pela não convocação de convenção nacional. A decisão foi comunicada e acatada pela senadora, que é líder do partido no Senado.
Conforme a Folha de S. Paulo, o anúncio ocorreu cerca de 15 minutos depois de Flávio Bolsonaro confirmar à imprensa que havia convidado Tereza Cristina para ser sua vice e que ela teria aceitado. O senador disse que ainda mantém conversas com outros partidos para a composição da chapa.
Flávio participou de reunião em seu comitê de campanha em São Paulo com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e vereadores da capital. Ao lado da economista Daniella Marques, também cotada para a vice, reforçou que precisa definir o nome até 5 de agosto, prazo estabelecido pela legislação eleitoral.
Nos últimos dias, Tereza Cristina vinha sendo pressionada pela família Bolsonaro, por lideranças do agronegócio e pelo governador paulista para aceitar o convite. Apesar disso, a neutralidade do PP inviabilizou o acordo, já que a composição dependeria de alinhamento entre o PL e a federação formada pelo PP e União Brasil.
Esse movimento reflete a preocupação política do partido em não comprometer sua posição em estados onde Lula mantém maior força eleitoral.
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