Novo chefe substitui Marcola, que deixou o cargo em julho após ser citado em investigação da Polícia Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou Oswaldo Malatesta Neto para comandar o Gabinete Pessoal da Presidência da República. A nomeação foi oficializada nesta terça-feira (11) e ocorre após a saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou a função em julho. Malatesta já integrava a estrutura do Palácio do Planalto e ocupava o cargo de chefe do Gabinete Adjunto de Agenda, responsável pelo planejamento e coordenação dos compromissos do presidente.
Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Malatesta tem experiência de cerca de 15 anos no serviço público, com atuação em planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Antes de assumir a nova função, trabalhou diretamente na organização da agenda de Lula. O Gabinete Pessoal presta assistência direta ao presidente e concentra atividades relacionadas à sua rotina, compromissos oficiais e atendimento de demandas de caráter pessoal e institucional.
A mudança acontece em meio ao contexto envolvendo a saída de Marcola, que passou a ser citado em investigações da PF. O ex-chefe de gabinete aparece no âmbito das apurações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Marcola também foi questionado após a divulgação de que recebeu R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. Ele afirmou que o valor correspondia a um empréstimo pessoal já quitado e colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição das autoridades.
A escolha de Malatesta mantém no entorno imediato de Lula um auxiliar que já vinha atuando diretamente na Presidência. A troca ocorre ainda em um momento de preparação do governo para a campanha de reeleição do petista, aumentando a relevância política da estrutura responsável por organizar a agenda e acompanhar os compromissos do presidente. Marcola havia sido apontado inicialmente como integrante da estratégia eleitoral de Lula após deixar o cargo no Planalto.
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