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Lula lança pré-candidatura por carta e se diz preso político

O ex-presidente Lula divulgou na noite de sexta-feira uma carta na qual se descreve com um preso político, tratado como inimigo da justiça – e candidato à Presidência para acabar com o “sofrimento do povo”. “Não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo Estado que deveria protegê-las”, escreveu o ex-presidente na carta lida pela ex-presidente Dilma Rousseff em Contagem, zona metropolitana de Belo Horizonte, durante lançamento para marcar a pré-candidatura de Lula.
A carta apresentou até um esboço de programa de governo. Lula diz que impedirá a privatização da Eletrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Afirmou que a Petrobras “não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street”, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no país e com preços compatíveis com a economia popular.

Por que é importante

Lula lidera as pesquisas de intenção de voto para o Planalto na eleição de outubro, mas pode ficar impedido de concorrer devido à Lei da Ficha Limpa que torna inelegíveis condenados por órgãos colegiados da Justiça, como aconteceu com o petista.

Quem ganha

Lula e o PT, por organizar mais um ato midiático em que o ex-presidente aparece como vítima de um complô da elite e não um condenado por crime de corrupção e lavagem de dinheiro

Quem perde

O PT, se insistir em lançar o nome de Lula e não integrar uma frente de partidos de esquerda na eleição presidencial ou não lançar outro nome factível

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