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Haddad dá sinais de adesão ao bom senso. Dá pra acreditar?

Em sabatina promovida pela Folha de S. Paulo, SBT e UOL, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, desautorizou o economista Marcio Pochmann a atuar como seu “guru econômico”. “Márcio é uma pessoa independente do ponto de vista intelectual”, disse.

A declaração não é nada, mas é muita coisa. Pochmann é um dos economistas mais perigosos que existem. Ele é do time de “pensadores” que diz que se combate déficit fiscal usando o governo para impulsionar o crescimento econômico. E minimiza a importância da reforma previdenciária para equilibrar as contas públicas. Com essas posições, se colocou como fiel escudeiro de Guido Mantega, o ministro da Fazenda de Lula II e Dilma I que ajudou a jogar o país na pior recessão da história recente.

Ao desautorizar Pochmann, que, segundo o economista Alexandre Schwartsman, tem dificuldades com matemática básica, Haddad dá um passo importante para acalmar os mercados, que estão apreensivos com o seu crescimento nas pesquisas. Ainda é cedo para comemorar. Para tranquilizar o país, Haddad faria bem ao admitir que a recessão foi resultado não do “golpe da oposição”, mas das políticas heterodoxas de Dilma e Mantega, como controle de preços de combustíveis e energia elétrica, a malfadada tentativa de baixar os juros na marra, além, claro, das pedaladas fiscais, que levaram ao impeachment da presidente. A retomada do crescimento depende de evitarmos a todo custo um retorno à “Nova Matriz Econômica” e voltarmos a respeitar as leis da economia.

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