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General do Exército responde crítica de Celso de Mello

O ministro Celso de Mello, decano do STF, criticou as declarações do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, ao iniciar seu voto no julgamento do habeas corpus do ex-presidente de Lula. Celso de Mello afirmou que o respeito “indeclinável à Constituição e às leis da República representam limite inultrapassável ao que se devem submeter os agentes do Estado”. “Alguns pronunciamentos manifestados no dia de ontem [terça], especialmente declarações impregnadas de insólito conteúdo admonitório claramente infringentes do princípio da separação de poderes impõe que se façam breves considerações a respeito desse fato, até mesmo em função da altíssima fonte de que emanaram”, disse o decano. Para defender o comandante do Exército, o general Paulo Chagas usou sua conta no Twitter para rebater o posicionamento do ministro do STF. “Celso de Mello considera que os militares são cidadãos de segunda classe, com obrigação de votar, mas sem direito à opinião ou de alertar a sociedade para os perigos que passa a correr quando o Poder Judiciário prioriza a política em detrimento do cumprimento da Lei”, escreveu.

Por que é importante

Na véspera do julgamento do HC de Lula, o general Eduardo Villas Boas publicou duas mensagens no Twitter que foram interpretadas como uma forma de pressionar o STF

Quem ganha

A autonomia do STF. Na condição de ministro mais velho, coube a Celso de Mello fazer a defesa institucional da corte

Quem perde

A obediência. Liberdade de expressão não dá margem para o Exército interferir na atuação de um dos Poderes da República

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