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Exclusivo: USP Ribeirão pesquisa antiviral concorrente do remdesivir

Exclusivo: USP Ribeirão pesquisa antiviral concorrente do remdesivir

Ingrediente dos coquetéis contra o HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o antiviral fumarato de tenofovir apresentou resultados animadores e comparáveis, na atual fase, ao remdesivir, considerado um dos medicamentos mais promissores para atenuar os efeitos da covid-19.

O fumarato de tenofovir é pesquisada por químicos da USP Ribeirão Preto e é inteiramente produzido o Brasil. Por ser da mesma família de antivirais do remdesivir, a substância foi alvo de uma pesquisa que, em menos de dois meses, apresentou resultados promissores in vitro e em simulações de computador. Agora, a equipe de 15 pesquisadores da USP e das empresas parceiras, Lychnoflora e Avita, aguardam a autorização para testes clínicos com outros cientistas. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira (29), no periódico científico Journal of the Brazilian Chemical Society.

“Fizemos tudo o mais rápido possível e fomos até onde dava”, diz um dos coordenadores da pesquisa, Norberto Peporine Lopes (imagem), químico e professor da Faculdade de Farmácia da USP Ribeirão. Ele atuou junto com o coordenador Giuliano Clososki. A avaliação biológica foi feita pelos pesquisadores Eurico Arruda e Luís Lambert. Quando perguntado se toda a equipe é brasileira, Lopes detalhou: “Somos todos caipiras”.

A substância é produzida no Brasil desde 2012, mediante recursos públicos, a fim de baratear os custos dos tratamentos para Aids no SUS. Caso os testes provem que o fumarato de tenofovir é equivalente ao remdesivir, processado pela farmacêutica americana Gilead, o Brasil não precisará pagar milhões de dólares em roylaties para a produção do remédio – já que não foi permitida a quebra de patente por aqui enquanto durar a pandemia. A expectativa é que, assim como o remdesivir, a substância reduza o tempo de internação dos infectados pela covid-19. Testes com o remdesivir indicam que a média de internação pode cair de 14 para 9 dias, o que liberaria leitos dos sistemas de saúde. Se funcionar, o medicamento terá um mercado imenso. “Algo mundial, do tamanho dessa pandemia”, diz Lopes.

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