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Exame: Vamos continuar as privatizações, diz Tarcísio sobre greve do Metrô e CPTM

O governador acrescentou ainda que a paralisação dá mais “convicção e força” para o estado seguir com o seu plano de governo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 28, que as privatizações e concessões da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Metrô e CPTM vão continuar mesmo com a greve dos metroviários, ferroviários e trabalhadores da Sabesp.

“Lamento dizer, mas nós não vamos deixar de trabalhar, não vamos deixar de cumprir aquilo que nós nos programamos a fazer. Não adianta fazer greve, não tem o que ser negociado, não tem acordo, o governo vai continuar a fazer desestatizações e eles vão continuar discordando”, disse em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes nesta manhã.

O governador acrescentou ainda que a paralisação dá mais “convicção e força” para o estado seguir com o seu plano de governo. “Mais um dia de greve, mais um dia de sofrimento para a população, para o que? Chegar em lugar nenhum”, acrescentou.

Tarcísio argumentou ainda que a greve é ilegal e abusiva por descumprir a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determinou que 80% dos funcionários do Metrô devem trabalhar no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). No caso da CPTM, a Justiça determinou que 85% do efetivo deve trabalhar nos horários de picos.

“A privatização da Sabesp vai acontecer. Eles querem desgastar o governo, mas só estão desgastando a população. E mais uma vez uma decisão da Justiça é descumprida. Para tudo tem regra, até para greve”, acrescentou.

O chefe do executivo paulista questionou também a votação dos sindicatos que aprovaram a greve. Segundo a administração estadual, o sindicato do Metrô, que tem mais de 7 mil colaboradores, a greve recebeu 1.285 votos a favor e 1.116 contrários. Na assembleia da CPTM, a paralisação foi aprovada por apenas 25 pessoas, num universo de 3 mil trabalhadores.

“Temos que entender até que ponto esse tipo de decisões dos sindicatos são razoáveis. Agora é greve de 24 horas. Qual vai ser a próxima? Daqui a duas semanas, no mês que vem? Todo mês teremos uma greve do Metrô? Qual o limite para isso? Os sindicatos foram capturados por partidos políticos”, disse.

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Por André Martins

Publicado originalmente em: https://encurtador.com.br/mRW39

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