Resultados fazem parte da pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA que ouviu 1.500 eleitores de todo o Brasil entre 19 e 24 de agosto
Em um mês, os brasileiros que acham que o presidente Jair Bolsonaro (PL) merece ser reeleito subiram de 41% para 44%. Os que acham que ele não merece mais uma chance no comando do poder Executivo diminuíram, na mesma proporção, de 53%, em julho, para 50% em agosto. Os dados são da pesquisa eleitoral EXAME/IDEIA divulgada na quinta-feira (25)
Para a pesquisa, foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 19 e 24 de agosto. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-02405/2022. A EXAME/IDEIA é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Veja o relatório completo.
Apesar dos números terem oscilado dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos, há uma diminuição no sentimento negativo e um aumento do positivo. Na série histórica, no começo deste ano, 32% achavam que o presidente merecia ser reeleito, ante 64% que achavam que ele não merecia.
Mesmo com a queda dos que acham que o presidente não merece ser reeleito, essa faixa dos 50% é muito perigosa, na avaliação de Maurício Moura, fundador do IDEIA. “ Nos históricos de outros pleitos, incluindo de outros países vizinhos, isso coloca-o em uma situação delicada de reeleição”, diz.

“O saldo da avaliação do governo do Bolsonaro ainda é deficitário. E esse resultado tem impacto obviamente no potencial eleitoral dele. O teto de rejeição é maior do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT]. Dessa maneira, continuo acreditando que vai ganhar quem tiver uma rejeição menor”, diz Maurício Moura.
Impacto nas intenções de voto
A subida de alguns indicadores positivos do presidente Bolsonaro reflete nas intenções de voto. Ainda segundo a pesquisa EXAME/IDEIA, a distância entre o ex-presidente Lula e o presidente Bolsonaro no primeiro turno caiu de 11 para 8 pontos percentuais.
Em uma pergunta estimulada, com os nomes apresentados previamente, Lula tem 44% das intenções de voto, mesmo número registrado na pesquisa feita há um mês. Já Bolsonaro saiu de 33% para 36%. O aumento está no limite da margem de erro da pesquisa.

Ainda na simulação de primeiro turno, Ciro Gomes (PDT) aparece com 9%, e Simone Tebet (MDB), 4%. Os demais candidatos fizeram 1% ou não pontuam. Brancos e Nulos somam 2%, e aqueles eleitores que dizem que não sabem são 3%.
Bolsonaro vira no Sudeste
Outro dado que ajuda a explicar esses índices do candidato à reeleição são os números do Sudeste. De acordo com a sondagem, Bolsonaro tem 46% das intenções de voto, contra 34% do petista, entre os moradores da região. É a primeira vez em mais de um ano que o atual ocupante do Palácio do Planalto ultrapassa Lula no Sudeste.
A distância entre os dois se mantinha estável, sempre dentro do limite da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em relação à sondagem de julho, o atual presidente cresceu oito pontos percentuais.

Nas demais regiões, Bolsonaro tem vantagem sobre Lula apenas no Norte (51% X 34%). O petista lidera o pleito em uma sondagem de primeiro turno no Sul (42% X 35%), no Centro-Oeste (46% X 29%), e no Nordeste (62% X 11%).
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Por Gilson Garret Jr.
Publicado originalmente em: cutt.ly/mX0n6qR
