A Polícia Federal decidiu pela demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo, segundo informações da Folha de S. Paulo. O processo administrativo disciplinar foi concluído em junho e agora depende apenas da assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, para ser publicado oficialmente.
Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 após a cassação de seu mandato de deputado federal, deveria ter retornado ao posto de escrivão no Rio de Janeiro, o que não ocorreu. A decisão também determina a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.
O ex-parlamentar afirma estar sendo perseguido pela Justiça brasileira e permanece nos EUA, onde foi condenado no mês passado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no processo sobre tentativa de golpe.
Paralelamente, revelou a coluna da Mônica Bergamo, o governo de Donald Trump concedeu o green card a Eduardo Bolsonaro, documento que garante residência permanente nos Estados Unidos e permite viver, trabalhar e estudar no país por tempo indeterminado.
A concessão ocorre em meio a tensões diplomáticas, após Trump impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, vinculando a medida a uma suposta perseguição contra Jair Bolsonaro.
Com o green card, a possibilidade de extradição de Eduardo para cumprir pena no Brasil se torna ainda mais remota. Conforme aliados, o pedido havia sido feito há mais de um ano e foi aprovado neste mês.
O ex-deputado afirma que deixou o Brasil para não se submeter a um “regime de exceção” e agora passa a ter garantias semelhantes às de um cidadão norte-americano, embora sem direito ao voto.
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