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Flávio Rocha: “Doria e Alckmin precisam ser de direita na economia e no comportamento”

Um dos empresários que mais têm defendido publicamente a agenda liberal, Flávio Rocha, da Riachuelo, é incisivo em achar que há um vácuo no cenário político do país. “Não adianta ser de direita na economia e de esquerda no comportamento”, afirmou com exclusividade a MONEY REPORT. “Quando você fala de coisas que estão no coração do eleitorado, que vão determinar a próxima eleição, os candidatos adotam um discurso à lá Macron – direita na economia e esquerda no comportamento”. Neste balaio, Rocha lista inclusive políticos como João Doria e Geraldo Alckmin. Para ele, o deputado Jair Bolsonaro carrega a mesma incoerência, só que de sinal trocado. “Bolsonaro é estatizante na economia e conservador no compo rtamento”, afirma. “Hoje, somente a esquerda é coerente em seu discurso: marxista na economia e gramsciano no comportamento”.

 

Leia a íntegra da entrevista de Flavio Rocha a MONEY REPORT:

MONEY REPORT – Como o senhor vê o cenário eleitoral?

FLÁVIO ROCHA – É preciso ter coerência e não vejo coerência por parte dos candidatos. Não adianta ser de direita na economia e de esquerda no comportamento. Quando você fala de coisas que estão no coração do eleitorado, que vão determinar a próxima eleição, os candidatos adotam um discurso à lá Macron – direita na economia e esquerda no comportamento.

Que candidatos adotam esse discurso de sinal trocado?

Quase todos. João Doria e Geraldo Alckmin, por exemplo. Já falei isso para eles. Estamos deixando um espaço para o Jair Bolsonaro, de valorizar a família, por exemplo. Ele, por sinal, também apresenta sinais trocados: é estatizante na economia e conservador no comportamento. Hoje, somente a esquerda é coerente em seu discurso, com todas suas idéias erradas: marxista na economia e gramsciano no comportamento. Hoje, há um espaço para quem é direita na economia e direita no comportamento. É angustiante ver o tempo passando e constatar que não há um candidato que tenha essas características.

Por que isso acontece?

É o efeito Macron. A gente acha que o candidato é do nosso lado. Mas, quando se trata de questões de costumes, o discurso acaba indo para o politicamente correto, para as bandeiras de esquerda. Isso frustra o eleitor que quer o conservador de cabo a rabo.

Diante da falta de nomes com este perfil, por que o senhor não se candidata?

(Risos). Aí, me falta um pequeno detalhe: eu não tenho 60 milhões de votos… Acho que o caminho melhor é convencer um nome como o do Doria ou do Alckmin a assumir essa coerência no discurso.

Por que é importante

Rocha é uma das vozes empresariais com maior repercussão dos últimos tempos e é ouvido com atenção pela classe empresarial

Quem ganha

Henrique Meirelles, que esteve recentemente com Rocha num evento celebrado pela Igreja Sara Nossa Terra, e aposta num discurso conservador abrangente

Quem perde

Os candidatos que emitem sinais trocados aos eleitores

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Comentários

3 respostas

  1. A Riachielo acabou para mim e para todos com quem eu comoartilho minhas ideias. Mentalidade tacanha, Bruzundanga, exploradora, atrasada, VERGONHOSA…

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