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UOL mostra que os Bolsonaro compraram mesmo imóveis em dinheiro vivo

Da redação
9 de setembro de 2022
Clã usou R$ 25,6 milhões em dinheiro vivo para quitar de forma total ou parcial a compra de imóveis nos últimos 30 anos

Jair Bolsonaro (PL) negou em entrevista à Jovem Pan na terça-feira (6) que sua família não tenha usado dinheiro em transações imobiliárias no valor de R$ 25,6 milhões nos últimos 30 anos, levando a jornalista Juliana Dal do UOL Piva e Thiago Herdy a divulgou documentos comprovando que a família Bolsonaro usou dinheiro vivo para liquidar 51 das 107 transações imobiliárias realizadas no período.

Na entrevista, Bolsonaro afirmou que a reportagem do UOL que levantou o escândalo imobiliário envolvendo sua família tentou confundir o uso do termo “moeda corrente nacional” com “dinheiro vivo”. “Em qualquer escritura está escrito moeda corrente”, disse ele. Nas redes sociais, a tese bolsonarista espalhada por apoiadores era de que o termo “moeda corrente” significava que o imóvel teria sido pago com o Real (e não em dólar, por exemplo). 

O UOL desmente a versão e traz os detalhes de como foi adquirido cada imóvel, quanto foi pago por cada um e de que forma. Os dados estão acompanhados de documentos oficiais. A reportagem também entrevistou parte dos vendedores e consultou os próprios cartórios de notas.

A reportagem destaca que 17 transações imobiliárias registradas pelo clã são citadas em investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro “a partir de dados de quebra de sigilo, sobre o esquema de rachadinha nos gabinetes de Carlos e Flávio Bolsonaro” e que “outros 24 imóveis estão em São Paulo, estado em que cartórios devem declarar em escrituras formas de pagamento, ‘se em dinheiro ou cheque (…) ou mediante outra forma estipulada pelas partes’”. 

“No Rio, o Código de Normas da Corregedoria Geral de Justiça estadual determina desde 1999 que na lavratura de atos notariais conste a “declaração de que foi pago em dinheiro ou em cheque, no todo ou em parte, discriminando, neste caso, valor, número e banco contra o qual foi sacado”, diz um outro trecho da reportagem.

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Comentários

Respostas de 8

  1. O que foi gasto na compra de imóveis, 25 milhões (isso corrigido pois à época da compra foi muito menos) em mais de 30 anos equivale à metade do que foi encontrado na casa do Geddel amigo do Lula em uma única oportunidade. 25 milhões em 32 anos contra 51 milhões de uma única vez.

    1. E um erro justifica o outro? Que argumento é esse? Se deu o trabalho de ler? São R$ 25,5 milhões (ou R$ 80,7 milhões em valores corrigidos).

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