PATROCINADORES

Dívida bruta ficará 20 pontos acima do nível pré-pandemia mesmo após uma década

Os custos com os pacotes emergenciais de ajuda econômica, os gastos desproporcionais das administrações públicas e os efeitos de duas recessões seguidas impactarão na dívida bruta brasileira – o principal parâmetro da saúde fiscal do país – até depois de 2029, quando deve ocorrer um declínio. Mesmo assim, o índice deve ficar cerca de 20 pontos acima do nível pré-pandemia.

De acordo com o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, em exposição nesta quinta-feira (22), em Brasília, a dívida bruta deve subir de 93,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 para até 97,9% até 2026, para então recuar levemente. Mesmo assim, em 2029 ainda estará em 94,5% do PIB. Na pré-pandemia, o patamar era de 75,8% do PIB.

Daí a importância da manutenção do teto de gastos, alertou o secretário Rodrigues. Sem a manutenção da regra, as reformas terão pouco efeito e a redução do endividamento dependeria de mais um novo ciclo expansivo da economia global que inclua commodities brasileiras, como grãos e minério de ferro – desde que o governo não gaste mais do que deveria.

Rodrigues falou sobre a necessidade de dar continuidade às medidas liberalizantes, como concessões e privatizações, racionalização tributária, desburocratização e modernização administrativa, além da aprovação do novo pacto federativo.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete + quinze =