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Disputas internas travam definições de palanques nos estados

Da redação
20 de julho de 2026

As convenções partidárias que começam nesta segunda-feira (20) expõem tensões em ao menos nove estados, onde embates internos e rivalidades locais dificultam a definição de candidaturas ao governo e ao Senado. Segundo a Folha de S. Paulo, o prazo final para registro das chapas é 5 de agosto, mas em vários casos ainda não há consenso.

União Brasil e PP enfrentam impasses em quatro estados, mesmo após reorganizações internas. Em Pernambuco, o deputado Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) disputam espaço na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). No Maranhão, os deputados André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) mantêm pré-candidaturas ao Senado em palanques distintos, o que deve levar a federação à neutralidade.

Em Roraima, após a cassação do governador Edilson Damião (União Brasil), a legenda se divide entre Pastor Isamar Ramalho e Tânia Soares, ambos pré-candidatos ao Senado. Já em Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) deixou o governo para concorrer ao Senado, mas não conseguiu impor sua preferência pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O PSD também enfrenta disputa interna no estado, com Natasha Slhessarenko e Emanuel Pinheiro pleiteando a candidatura ao governo.

O PL, que terá Flávio Bolsonaro como candidato à presidência, ainda não resolveu pendências em Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo e Acre. Em Minas, aguarda decisão do senador Cleitinho (Republicanos), líder nas pesquisas. No Ceará, há disputa pela vaga ao Senado entre Alcides Fernandes e Priscila Costa, além de indefinições sobre apoio ao candidato ao governo. No Espírito Santo, a aliança depende de ajustes com o senador Magno Malta, e no Acre o partido oscila entre apoiar a governadora Mailza Assis (PP) ou o senador Alan Rick (Republicanos).

Outros estados também vivem divisões. No Rio de Janeiro, o Republicanos tem dois pré-candidatos ao governo, Anthony Garotinho e André Português. No Distrito Federal, o PT e o PSB lançaram candidaturas distintas, enquanto o MDB ensaia nova chapa após a ruptura com a governadora Celina Leão (PP).

Na base governista, o PT definiu Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais. Já na disputa nacional, Lula terá sua convenção em 2 de agosto, enquanto Flávio Bolsonaro oficializa sua candidatura em 25 de julho, ainda sem vice definido. O prazo final para todas as indicações é 5 de agosto.

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