Foram atingidos 1.375,3 km², o pior índice da história
O primeiro trimestre de 2023 não compila números animadores para o desmatamento no Brasil. De acordo com dados do Deter, sistema de rastreamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a destruição no cerrado foi a mais alta já registrada e na Amazônia, a segunda mais crítica.
O desmatamento no cerrado atingiu 1.375,3 km², o pior índice da história. Já na Amazônia, foram 844,6 km² de desmanche no primeiro trimestre de 2023;
O monitoramento do sistema Deter começou em 2018 para o cerrado e em 2015 para a Amazônia.
Por que é importante?
Até os dados deste ano, o número mais alto registrado pelo cerrado em um trimestre foi em 2022, com 1.288 km² de desmatamento. No ano passado, a Amazônia também teve seu dado mais crítico, com 941 km² de estrago.
Desmatamento no cerrado e na Amazônia
Em resposta à Folha de S.Paulo, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, explicou que o desmatamento cresceu muito nos últimos anos e que muitas ferramentas de controle, como as multas, não têm mais um efeito tão grande. Mas, segundo ele, existe a expectativa de mudanças positivas nos próximos anos.
“A gente está com cinturão de desmatamento da ordem de milhares de quilômetros. São milhares de quilômetros de pessoas com trator de esteira derrubando floresta” explicou Agostinho para a Folha.
“O segundo ponto é que algumas das ferramentas que o Ibama utilizava e vem utilizando, como por exemplo, as multas passaram por um processo de descrédito”, afirma”, completou o presidente do Ibama.
“Nós acreditamos que estamos no caminho certo. Mas todas essas ações de fato ainda são insuficientes. Enquanto isso tudo não ganhar escala, ainda é insuficiente”, finaliza.
O que diz o governo?
Também em resposta ao jornal, o Ministério do Meio Ambiente informou que houve um aumento de 219% nas multas ambientais aplicadas na Amazônia nos primeiros meses do novo governo. A pasta disse ainda que essas medidas devem começar a ter um efeito mais forte ao longo do tempo.
